Sou morador na Av. D. Afonso Henriques, há já muitos anos. Nos finais de 2017, foi anunciado pelo município, um projecto de requalificação desta avenida, onde diariamente confluem um elevado um número de veículos, e do qual foi produzido um vídeo que, por mera curiosidade deixo aqui Requalificação da Avenida D. Afonso Henriques. Se a primeira fase já foi concluída, a intervenção na Av. D. Afonso Henriques aguarda a sua concretização.
Durante Setembro passado foi
feita uma repavimentação da dita avenida e introduzido uma série de alterações
à circulação viária. Ou seja, não tendo sido feita a tal requalificação
anunciada há 5 anos, resolveu-se (?!?) as coisas com algumas alterações à
circulação, que salvo melhor opinião, introduzem dois novos constrangimentos:
não melhoram a vida dos automobilistas, por um lado, e por outro, “empurram”
para o já congestionado Largo Cândido dos Reis (Rotunda do W Shopping), quem
pretende cortar à esquerda, para Sul, para a N3, e quem vindo de Sul pretenda
entrara na Praceta Pedro escuro, seja para aceder à Rua Pedro de Santarém, ou
para seguir rumo a Este, (zona do cemitério, GNR, etc.).
Por curiosidade referir o
seguinte anacronismo: foram colocados umas barreiras que impedem a entrada na
Praceta Pedro Escuro e a pouco mais de 1 metro se encontre uma passadeira de
peões!
Por várias opiniões ouvidas, a
solução encontrada não parece satisfazer nem peões, nem automobilistas. Por
isso estranhamos que esta decisão tenha sido tomada por alguém que não conhece
ou utiliza aquela artéria. Para além disto, é bom não esquecer os reais
problemas que ali se podem encontrar e que esta intervenção, não foi capaz de
dar resposta. A saber:
1. Altura
do passeio junto ao semáforo no princípio da avenida;
2. Estado
da pavimentação dos passeios da dita avenida;
3. As
saídas e entradas para o estacionamento do Campo Emílio Infante da Câmara, são
reguladas por um semáforo, accionado pelos peões que pretendam atravessar a
Avenida. Se para os peões, isto é, naturalmente bom, para os automobilistas é
bem mais problemático, sempre que tal não aconteça.
Sem deixar de valorizar a
oportunidade desta intervenção, fica um amargo por não terem sido resolvidos
estes reais problemas com que diariamente nos confrontamos, e ainda pela
introdução de alterações de circulação que não beneficiam ninguém.