Os recentes acontecimentos com um
deputado eleito pelo CHEGA nas últimas legislativas, deixam qualquer açoriano
envergonhado, muito especialmente os micaelenses. Não existe uma sociedade só
de gente boa, como também não se pode generalizar o pecado de um, a todos os
seus conterrâneos. Mas os açorianos e permitam-me destacar os micaelenses,
sempre foram conhecidos pela sua dedicação ao trabalho, pela honradez dos seus
princípios e pelo respeito ao seu semelhante.
Os Açores produziram, ao longo dos anos, gente muito distinta e que desempenharam um importante papel no panorama político nacional. São exemplos disto mesmo, nomes como: Manuel de Arriaga (1º Presidente da República eleito) e Teófilo de Braga, como Presidentes da República, Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro 1º Ministro da República. Mais recentemente tivemos nomes de açorianos que na política nacional honraram a terra que os viu nascer: Jaime Gama, João Bosco Mota Amaral, José de Medeiros Ferreira, Natália Correia, apenas para citar os mais importantes. Também neste mesmo âmbito da política nacional, não podemos ignorar os casos como de um deputado que roubou o gravador aos jornalistas e doutro que arranjou empregos para toda a família. Claro que estes dois exemplos, muito menos graves, mas apesar disso mesmo, mancharam o nome dos Açores e dos açorianos
Muitos outros no campo das artes,
das letras, das ciências, da música, do jornalismo, tiveram um papel de destaque,
que muito contribuiu para o reconhecimento da nobreza das gentes das ilhas.
Voltando ao caso do deputado
Miguel Arruda, pela singularidade do que até agora se vai sabendo, parece mais
tratar-se mais de um desvio patológico, do que a intenção de ganhar quantias
avultadas. Este comportamento faz lembrar os motivos por que se apelidava de
pilha galinhas, um desgraçado que roubava para comer, o que não parece ser o
caso presente. A sua continuidade como deputado independente, parece apontar em
sentido oposto.
Os dados reputacionais não ficam
apenas com quem praticou este ilícito, nem com o seu próprio partido e com a imagem dos políticos em geral. Eles vão
ficar colados como uma mancha indelével à sua condição de ilhéu, o que nos envergonha
a todos.
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