“Só o PS consegue melhor que o PS” arrisca-se a ser considerada a frase do ano. Foi proferida por António Costa no seu discurso de despedida no congresso que confirmou Pedro Nuno Santos como secretário-geral do partido. De alguma forma, António Costa deu o mote que certamente irá animar a campanha eleitoral que se avizinha.
Aquela frase trouxe-me à memória
uma história muito antiga, de um contemporâneo dos tempos do Liceu que, não
pretendendo prosseguir os estudos, foi gerir uma fábrica de baterias propriedade
do seu pai. Uma das medidas iniciais que tomou, foi uma campanha publicitário,
onde afirmava: AS BATERIAS XXXX APESAR DE NÃO SEREM AS MELHORES SÃO AS
QUE MAIS DURAM.
Senão vejamos, António Costa
deixa o cargo, por um problema coma justiça, o SNS num caos: apesar dos
investimentos vultuosos, urgências que não funcionam, profissionais
desmotivados, uma considerável quantidade de portugueses sem médico de família,
cerca de 3 milhões de portugueses com seguros de saúde, por não encontrarem
alternativa no SNS. A educação de rastos em que muitos alunos ainda não tiveram
professores a muitas disciplinas, professores a atingirem a idade da reforma,
sem que houvesse o devido planeamento de forma a assegurar a sua substituição.
A habitação transformou-se num garrote para as famílias, que não conseguem com
os parcos rendimentos, garantir o pagamento das prestações. A ferrovia com
greves constantes e permanentes, que prejudicam principalmente os mais desfavorecidos;
e não se constituindo como a alternativa para a descarbonização. Os problemas com
as forças de segurança, como hoje podemos observar. O aumento da pobreza e dos
sem-abrigo. Ou seja, este (des)governo chega ao fim quando beneficiava de uma
conjuntura favorável, sendo detentor de uma maioria absoluta, a inflação e a
engenharia financeira – leia-se cativações, a garantirem um superavit como
nunca foi conseguido e não o transformar numa efectiva ajuda às famílias. Mesmo
assim ter o desplante de dizer que ninguém consegue fazer melhor do que o PS –
estamos conversados.
Uma vez que António Costa, a
braços com a justiça, está impossibilitado de governar, resta-nos Pedro Nuno
Santos. Ora Pedro Nuno Santos, foi responsável nestes últimos anos de governo socialista
de duas muito importantes áreas: Infra-estruturas e Habitação. Foi pela sua mão
que os portuguese foram chamados a meter na TAP 3,2 MM €. Quanto à ferrovia e à
Habitação é o que se vê!
Tal como o tipo das baterias, o
Governo de António Costa pode não ser o melhor, mas foi sem dúvida, foi aquele
que demorou tempo demais. Por mim, nunca mais.

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