quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

PORQUE VOU VOTAR EM JOÃO COTRIM FIGUEIREDO

 

Com as próximas eleições para a presidência da república a pouco mais de duas semanas, penso que aos eleitores se coloca a seguinte questão: quem melhor, do leque de candidatos, se apresenta em condições de substituir a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa? Ou seja, será que queremos um candidato que se proponha fazer algo de semelhante ou queremos alguém com uma visão diferente para a função presidencial?

Apresentaram-se um número considerável de candidatos com propostas muito alinhadas com as suas convicções ideológicas. Destes, todos os que representam a esquerda radical utilizaram a campanha, como habitualmente, para fazer uma “prova de vida”, mas os resultados das tendências, dão-lhes uma representatividade muito marginal. Por isso, vou concentrar a minha atenção nos seis candidatos que podem ter alguma possibilidade de chegar à previsível segunda volta: Marques Mendes, António José Seguro, Gouveia e Melo André Ventura e João Cotrim de Figueiredo.

Marques Mendes - apresenta-se como o candidato da AD, e com propostas muito semelhantes às protagonizadas por Marcelo Rebelo de Sousa. Acresce ainda as polémicas relacionadas com conflitos de interesses mal explicados.

António José Seguro – Foi vítima das indecisões habituais do PS, no que diz respeito ao apoio que nunca pediu. O seu problema é que não se quer comprometer com nada. Sempre foi um político do NIM, quanto a tomar decisões, nem não, nem sim.

Gouveia e Melo – Apareceu na política, apesar de quando questionado a este respeito ter afirmado: “Se isso acontecer, dêem-me uma corda para me enforcar”. Apresentou-se muito cedo e as sondagens foram-lhe muito favoráveis no início. À medida que a campanha foi evoluindo foi fácil perceber alguma inabilidade política e falta de experiência. Apesar que uma queda constante nas intenções de voto, existem forte probabilidade de passar a uma segunda volta.

André Ventura – As suas habituais intervenções histriónicas e de uma retórica repetitiva, tem um público fidelizado e que se revêm nas suas posições- não é o meu caso. Apesar disto as sondagens apontam para uma quase certa passagem à segunda volta.

João Cotrim de Figueiredo – Representa uma visão mais moderna e liberal, que contrasta com a aparente monotonia que viveu a política portuguesa nos últimos 50 anos. Tem conseguido uma forte penetração nas camadas mais jovens e que pretende dar voz a quem não está satisfeito com as opções actuais.

Como já se percebeu, a minha preferência recai sobre João Cotrim de Figueiredo (JCF), pelas razões apontadas anteriormente, mas por um conjunto bem mais alargados de propostas, tendo em vista a sua posição sobre diversos temas. Sobre o processo eleitoral JCF tem uma proposta de dar muito maior importância à diáspora, propondo uma alternativa simplificada através do voto electrónico.

Também tem demonstrado que tem uma visão sobre a economia, onde salienta o nosso fraco crescimento económico mais exigente com foco em produtividade, inovação, competitividade e crescimento, com base na cultura, conhecimento e crescimento como pilares para gerar riqueza.

Aponta o seu discurso para a passividade dos decisores políticos para superar o conformismo que se vice, com menos medo de mudanças e mais ambição para enfrentar desafios estruturais. Tem um curriculum que atesta a sua vasta experiência empresarial, política e internacional é eurodeputado e foi fundador e liderou a Iniciativa Liberal. Apesenta um percurso profissional, assumindo cargos de relevo que passou pelo sector agro-industrial, sector financeiro, pelo audiovisual, pela administração de empresas e no sector turístico.

Com quase oitenta anos de idade, sinto uma enorme frustração pelo rumo que a democracia portuguesa tem seguido e não me sinto representado em nenhum dos outros candidatos. Votei Marcelo Rebelo de Sousa e muito me arrependo, por ter ridicularizado a acção que o mais alto representante da nação devia personificar. JCF é alguém com uma carreira de sucesso, com a disponibilidade e a vontade de servir o país. É um político optimista, motivado e confiável e, aquele que se apresenta como uma lufada de ar fresco e capaz de enfrentar os novos desafios que o mundo atravessa.

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