Impostos só baixam quando
houver "superavit", garante Mário Centeno… Observador 17/04/2018
INE confirma carga fiscal em
35,4%, a maior de sempre. A receita dos impostos atingiu no ano passado os 71,4
mil milhões. Diário de Notícias 13/05/2019.
Parece que vamos encerrar o ano
com um superavit. o que parece agradar a muita gente, especialmente ao PS e,
mais especialmente ainda, a Mário Centeno, digo eu! Isto aparentemente está em contradição
com as palavras e Centeno em 2018. Mais ainda está em contradição com a lógica
de que, quando temos dinheiro a mais, este deveria ser aplicado no
investimento, de modo a criar riqueza, ou na redução da brutal dívida pública.
Aparentemente, vai haver superavit,
mas mesmo assim a carga fiscal, irá atingir um valor recorde de 35%. Duas dúvidas
se levantam: ou não há superavit, ou este não passa de uma manobra
contabilística, para alcançar um determinado fim. Dito por outras palavras, ou
o superavit é uma manobra de cativações e outras habilidades financeiras, para
Centeno brilhar e reivindicar outros voos pessoais, ou o superavit é qualquer
coisa fictícia.
A política de desinvestimento
registada nos serviços públicos, pode ser a explicação para as tão apregoadas “contas
certas” do governo, e a justificação para o superavit. Mário Centeno teve um
papel decisivo na obtenção destes resultados. Muita gente afirma e, algumas evidências
apontam nesse sentido, que o fez por ambição pessoal. Seja qual for a justificação,
quem perdeu fomos todos nós. Com o SNS em rotura total e uma ministra permanentemente
desautorizada pelo ministro das finanças. Com as escolas a funcionar de forma
muito deficiente e a eterna questão do amianto por resolver. Com um sistema de
transportes a apresentar falhas graves, nomeadamente no sector ferroviário. O
superavit deixa-me a mim uma sensação de que faria mais sentido ter melhorado
as condições de vida dos portugueses, do que apresentar este brilharete.
O discurso de Natal do primeiro
ministro deixou-nos a sensação de que ele, apenas agora, reparou no estado em que
se encontra o SNS e que tudo vais fazer para recuperar o tempo perdido. Esta
repentina assunção da responsabilidade, parece evidenciar que agora vai ser
muito difícil justificar estas roturas. invocando a responsabilidade a Passos
Coelho ou a Troika, agora que ele inicia uma segunda legislatura.
Vou ainda admitir que sou um
ignorante em matérias financeiras. O que corresponde à realidade. Ainda
procurei nas livrarias uma edição de “O Superavit para Tótós”, mas estava
esgotado. À falta de uma qualificação científica na matéria, e fazendo uma
analogia com o controlo de um orçamento familiar responsável, quando há
dinheiro a mais, primeiro pagam-se as dívidas, em segundo investe-se no que fazia
falta e só no fim se fazem as estravagâncias. Provavelmente sou um totó e nada
do que afirmei faz sentido!
Um dia os historiadores perguntarão como foi possível que tanta gente se tivesse deixado enganar por estes consulados socialistas e com o apoio de toda a esquerda (pelo menos até agora). Veremos como corre a votação do orçamento... Sabe-se para onde Centeno vai voar e sabe-se quem o apoiou para que conquistasse tão importante lugar ao serviço do capital! Como se sabe, também, quem o apoiou para o cargo que ocupa na UE, alvo, aliás, do ódio generalizado da mesmíssima esquerda, nos tempos de Passos. Pão e circo é boa estratégia, mas há "sempre alguém que resiste"... Que fique registado!
ResponderEliminarParabéns por outros e verdadeiros "superavit" que deverão estar a ocorrer por terras scalabitanas...!