sexta-feira, 2 de julho de 2021

EDUARDO CABRITA - É PRECISO TER UM GALO DO CARAÇAS!

 


Este dito popular aplica-se quando se pretende classificar situações imprevisíveis e que de alguma forma, reflectem o azar de quem as sofreu. Parece ser o caso do nosso ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita. Além do mais, na realidade, desde a sua tomada de posse, quase tudo o que sai da sua órbita, está associada a decisões que, invariavelmente, descambam em asneira, e da grossa.

Mas azar dos azares, é termos um cavalheiro destes como responsável por um ministério já de si complicado, e ouvir o primeiro-ministro dizer: “tenho um excelente ministro da Administração Interna?!?! É patético ver este ministro a arrastar-se de indisfarçável constrangimento, de asneira em asneira, por pura fidelidade ao seu chefe de gabinete.

A inabalável confiança de António Costa no seu amigo, é difícil de compreender no plano político, sendo que este é um ministro incompetente, desajeitado, uma vítima da fidelidade ao chefe e amigo, um irresponsável, ou um néscio que não consegue ruborizar com o ridículo de muitas das suas actuações, como no caso da rocambolesca farsa dos microfones na AR.

Um ministro que foi nomeado para substituir a sua antecessora, demitida por incompetência, exigia-se mais e melhor. Mas o que temos é um conjunto de actuações polémicas, como sinal do seu estilo ministerial:

As golas antifumo e toda a intricada rede de interesses associados. Braço de ferro com os bombeiros, as continuadas falhas do SIRESP e os KAMOV parados. Caso do SEF - o assassinato de um cidadão estrangeiro às mãos de elementos, sob a alçada do MAI. Odemira – a e metodologia polémica do realojamento de trabalhadores migrantes com uma requisição civil do ZMAR, revertida por uma simples providência cautelar. Os festejos do Sporting. E a concluir, a forma incompreensível como tem sido tratado o caso da morte de um trabalhador na A6 pelo carro onde seguia Eduardo Cabrita, e o lamentável conteúdo do comunicado do ministério.

Errar é humano, e só não erra quem não toma decisões. Mas errar de forma sistemática e nunca assumir responsabilidades é um escândalo de impunidade consentida.

Muitas são as vozes que têm pedido a demissão do ministro Cabrita. Já se percebeu que António Costa não está para aí virado. Talvez porque lhe convenha ter alguém submisso o suficiente para não fazer ondas (his master’s voice), pode ser por não ter ninguém para o lugar, pode ser por estar à espera da tão badalada remodelação governamental, pode ser por uma desconhecida dívida de gratidão entre os dois, ou por uma qualquer outra razão que nos escapa. Triste é ver arrastar esta situação, que parece não ter emenda, transformando o ministro num mártir, a arrastar-se penosamente de asneira em asneira, para ridículo dele e do país.

É caso para dizer que galo tivemos nós!

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