.png)
O momento político que vamos
assistindo a cada dia que passa, conseguimos compreender o que é viver numa “república
das bananas”. O governo de maioria absoluta vai enriquecendo o ecossistema, contribuindo
com inúmeros casos, casinhos e casões. Os casos têm-se repetido com uma
persistência totalmente imprevisível. Quando achávamos que já tínhamos batido no
fundo, vem mais uma mentira, um despacho milionário por WhatsApp, uma demissão
numa conferência de imprensa, ou uma nomeação de mais um familiar pela calada
da noite, ou uma reunião secreta para “preparar” alguém para uma API. Perante
tudo isto aparentemente, no passa nada! O primeiro-ministro depois
de mais de uma semana de silêncio absoluto, e de partida para a Coreia do Sul, continua
afirmando que não sabia de nada, porque se soubesse teria demitido
imediatamente o secretário de estado - leia-se, o elo mais fraco.
O presidente da República acha
que, não havendo uma alternativa real, não pode contribuir para agravar esta
crise que se arrasta penosamente deste que este governo tomou posse, e que o
normal funcionamento das instituições está garantido. Será?
A novela da TAP continua na ordem
do dia, emergindo a cada dia um novo episódio carregando um dramatismo pior que
do folhetim do dia anterior! Perante tudo o que se tem passado, tem alimentado
o pagode da comunicação social, animadas com tardes informativas ricas de
debates, que em nada contribuem para um cabal esclarecimento do telespectador,
sobre os reais problemas que vamos ter de suportar. Mesmo o menos credível dos
comentadores, encontram matéria suficiente para dissertarem e, diga-se com a
legitimidade que a bandalheira instituída lhes confere, sobre tudo e mais um
par de jarras.
Do outro lado do espelho, ou
seja, os simpatizantes do PS, vociferam contra tudo o que é referido, quais
donzelas ofendidas perante uns piropos brejeiros atirados por um conjunto de
trolhas, que me perdoem os trolhas. Para esta gente e, passadas que são apenas
duas inquirições parlamentares, os detalhes revelados sobre a maneira demasiado
informal como se geria a empresa onde o contribuinte português enterrou 3,2 M€.
Acham que tudo isto é normal, e as críticas não passa de uma cabala (José
Sócrates deixou descendência) para prejudicar o PS. Um pouco de autocrítica não
faria mal a esta gente, para perceber que um problema com a magnitude que o caso
TAP envolve, não pode ser resolvido por princípios ideológicos. Eu, como muitos
portugueses podem não querer uma companhia de bandeira, se for para ser gerida
desta forma. Se a intenção é privatizá-la, tudo o que tem sido feito, é no
sentido de a vender barata. E se as coisas continuarem por este caminho,
oferecê-la pode, eventualmente, ser a solução menos onerosa para todos nós. Porque
recuperar os milhões lá investidos ninguém acredita que será possível concretizar.
Por tudo isto o comportamento
destes simpatizantes, faz-me lembrar uma frase que se dizia na minha terra: “Faz
o choro e a caramunha”, ou talvez aquela situação que envolve uma arenga de
crianças, em que aquele que perdeu a querela: Oh! Mãe, aquele menino
bateu-me!
Sem comentários:
Enviar um comentário