Ontem ficamos a saber que, finalmente, foi tomada uma decisão sobre o novo aeroporto. Até já lhe atribuíram um nome – AEROPORTO LUIS DE CAMÕES. Honra seja feita, pelo facto de lembrarem o nome do nosso poeta maior em ano de comemoração dos 500 anos do seu nascimento, à falta de uma melhor iniciativa.
A solução que todos esperavam,
acabou por se concretizar. Ou seja, os poderes instituídos acordaram em
constituir uma Comissão Independente, para estudar uma solução definitiva para
a construção do aeroporto que iria servir a capital e que, fatalmente, iria a
chegar à solução que todos esperavam – o Campo de tiro de Alcochete.
A solução apresentada, não deixa
de ter algumas (muitas) fragilidades! Entre elas salientamos: uma orçamentação
em que ninguém acredita 6 MM€, apresentar uma série de fragilidades ambientais
incontornáveis, como sejam: em Alcochete se situar o maior aquífero da Europa
(estuário Tejo/Sado), para além da destruição de 250.000 sobreiros, e
ter uma intervenção directa sobre toda uma fauna que habita aquele estuário;
Implicar um terceira travessia do Tejo, e a necessidade de construir toda uma
complexa estrutura aeroportuárias e de acessibilidades, para além da
necessidade de oferta de uma ferrovia em alta velocidade.
As conclusões da Comissão
Independente, vamos tomá-las como boas como base de partida. Todos sabemos que
não sendo uma decisão definitiva, foi, do ponto de vista político uma decisão
há muito esperada. Mas muito estranho é ouvir da boca do ministro das infra-estruturas
que toda esta realização não, iria ser concretizada com um tostão do Orçamento
do Estado! Manifestamente há uma profunda ilusão nos resultados quer em termos
de realização temporal, quer em termos de custos finais. Além da necessidade de
realização de obras urgentes no aeroporto da Portelas, aumentando a sua
resposta de 38 para 45 movimentos/hora.
Temos que nos congratular que a
decisão política tenha sido finalmente tomada, existem ainda um longo caminho a
percorrer. Também é certo que a decisão final ainda tenha que ultrapassar
alguns obstáculos difíceis. Convém não esquecer que o estudo de impacto
ambiental, ainda não está feito e tem de vencer inúmeros impedimentos de
caracter ambiental.
Como aqui em tempos escrevi, a solução de
Santarém, tem duas grandes fragilidades: a distância à capital e a coincidência
com os corredores aéreos que servem a base de Monte Real. Mas no outro prato da
balança há que colocar aquilo que são os principais trunfos que o Magellan 500
tem para oferecer – Contribuir para o desenvolvimento de uma zona de interior
(distritos de Santarém, Leiria e Coimbra), ser um projecto promovido por
promotores privados, e evitar a necessidade de uma terceira travessia do Tejo.
Sendo que esta decisão agora
tomada vai ter de percorrer um longo caminho e não ser definitiva, a aposta em
Santarém, ainda faz algum sentido. Os promotores do Magellan 500, não ficaram
satisfeitos e têm estado activos na promoção deste empreendimento. Pensamos que
ainda é muito cedo para atirar a toalha ao chão. Vamos aguardar para ver.

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