terça-feira, 2 de julho de 2024

O REI ABDICOU NO SEU PRIMOGÉNITO

 

O PS no seu mantra da confiança pessoal, assemelha-se em muito a uma monarquia. Em nome não se sabe bem porquê, vão se convidando pessoas pertencentes à mesma classe, porque é muito melhor a confiança política do que o eventual mérito exigido para o cargo. Algumas monarquias justificam-se por um desígnio divino, ou pela pureza da estirpe. Basta lembrar o governo de António Costa onde à volta da mesa do conselho de ministros se sentavam vários familiares, ou a pose imperial de Mário naquele episódio do autocarro, quando impediu o polícia de fazer o seu trabalho.

Temos agora o caso de Francisco César foi eleito presidente do PS/Açores, num acto eleitoral em que foi o único candidato, tendo obtido 93,3% dos votos.  Por muito democrático que tenha sido todo o processo, e quero acreditar que sim; não deixa de ser curioso que mais um familiar do patriarca tenha conseguido um cargo com tanta facilidade e por um score tão elevado! Mesmo entre os socialistas açorianos não havia ninguém tão, ou mais capacitado do que Francisco César? E já foi garantindo que seria possível ter feito muito mais do que o actual executivo conseguiu até agora. Pelos visto parece ter esquecido a pesada herança deixada pelo paizinho. Vinte anos de poder absoluto, discricionário e que atirou os Açores opara os piores índices de desenvolvimento registado no país, e a generalidade das empresas públicas em objectiva falência técnica.

Parece que estamos perante uma Ínclita Geração de iluminados, perante a qual o povo humildemente se curva apesar de uma reconhecida e comprovada incapacidade, a que os açorianos disseram um definitivo NÃO aos desmandos do PS, enquanto responsável pelos últimos vinte anos de poder socialista.

Esta eleição de Francisco César cheira muito à mãozinha do seu progenitor, seja por confiança política, seja por simples herança paterna. Está na altura de os açorianos dizerem que “O Rei vai nu”

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