O PS no seu mantra da confiança
pessoal, assemelha-se em muito a uma monarquia. Em nome não se sabe bem porquê,
vão se convidando pessoas pertencentes à mesma classe, porque é muito melhor a
confiança política do que o eventual mérito exigido para o cargo. Algumas
monarquias justificam-se por um desígnio divino, ou pela pureza da estirpe. Basta
lembrar o governo de António Costa onde à volta da mesa do conselho de
ministros se sentavam vários familiares, ou a pose imperial de Mário naquele
episódio do autocarro, quando impediu o polícia de fazer o seu trabalho.
Temos agora o caso de Francisco
César foi eleito presidente do PS/Açores, num acto eleitoral em que foi o único
candidato, tendo obtido 93,3% dos votos. Por muito
democrático que tenha sido todo o processo, e quero acreditar que sim; não
deixa de ser curioso que mais um familiar do patriarca tenha conseguido um
cargo com tanta facilidade e por um score tão elevado! Mesmo entre os socialistas
açorianos não havia ninguém tão, ou mais capacitado do que Francisco César? E
já foi garantindo que seria possível ter feito muito mais do que o actual
executivo conseguiu até agora. Pelos visto parece ter esquecido a pesada
herança deixada pelo paizinho. Vinte anos de poder absoluto, discricionário e
que atirou os Açores opara os piores índices de desenvolvimento registado no
país, e a generalidade das empresas públicas em objectiva falência técnica.
Parece que estamos perante uma Ínclita
Geração de iluminados, perante a qual o povo humildemente se curva apesar de uma
reconhecida e comprovada incapacidade, a que os açorianos disseram um
definitivo NÃO aos desmandos do PS, enquanto responsável pelos últimos vinte
anos de poder socialista.
Esta eleição de Francisco César
cheira muito à mãozinha do seu progenitor, seja por confiança política, seja
por simples herança paterna. Está na altura de os açorianos dizerem que “O Rei
vai nu”

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