É voz comum associar-se a profunda
religiosidade do povo açoriano a diversos factores: ao isolamento a que a vida
de um ilhéu está condicionada, aos fenómenos atmosféricos, à frequente actividade
vulcânica, às invasões de corsários e piratas e às necessidades que os
primeiros povoadores tiveram de enfrentar para garantir a sua subsistência,
numa terra inóspita, isolada e desabitada. Esta religiosidade manifesta-se de
diversas formas, sendo que as de maior expressão são o culto do Divino Espírito
Santo, a que as Cavalhadas de São Pedro, está intimamente ligada.
AS ORIGENS
De entre as várias manifestações
religiosas espalhadas por todo o arquipélago, nenhuma desperta tanta
curiosidade como as Cavalhadas de São Pedro[1],
quer pela sua excentricidade, quer pelo exotismo associado. A sua origem parece
dar aso às mais elaboradas teorias. Entre as várias explicações destacamos.
Há quem sugira que a sua origem se deveu a um rei mouro, que para se afirmar cristão. organizou uma procissão de cavaleiros, usando uma máscara até à igreja de São Pedro da Ribeira Seca.
Outros ainda acreditam que se pretende replicar na figura do rei a representação do Cavaleiro do Céu, quando este em pregação, congregava um multidão de fiéis, para a f+e no Senhor.
Outros ainda afirmam que tudo não passa de recreações de torneios, ou representações teatrais da Idade Média (as folias), como uma mera manifestação religiosa por uma graça recebida.
Aquela que é aceite como a mais provável, está directamente relacionada com uma erupção vulcânica registada em 1563, no Pico do Sapateiro ou Pico Queimado, como agora é conhecido [2]. Não foi somente a lava emanada do vulcão que contribuiu para a origem do Pico do Sapateiro. Foi antes formado a partir de uma série de vulcões que se verificaram a sul da freguesia da Ribeira Seca, de que restam ainda algumas crateras. Na parte superior dete pico podem assim observar-se quatro pequenas crateras, uma das quais encima este algar, formado durante a erupção vulcânica de 1563.
1 - Erupção do Pico do Sapateiro. Pintura de Emanuel
Carreiro
Reza a história que a lava terá
descido pelas encostas até ao mar, passando pelas Ruas de Lagos e Bernardo
Manuel da Silveira Estrela. A lava soterrou quase toda a freguesia. No entanto,
rodeou a Ermida de São Pedro, deixando a imagem intacta, o que, na altura, foi
considerado por muitos como sendo um milagre que terá estado na base deste
evento.
Existe ainda outra explicação para
justificar esta tradição. Reza que o Governador da Ilha, com residência em Vila
Franca do Campo, e por ocasião de uma outra erupção vulcânica, estando a sua
esposa grávida prometeu se sobrevivesse, que visitaria anualmente o templo
consagrado a São Pedro. Porque o seu palácio tivesse sido poupado, o governador
juntou os seus súbditos, os mordomos do Espírito Santo e peões. Partiram em
procissão, vestindo as suas melhores roupas e transportando as bandeiras do
Espírito Santo, dirigiram-se, em procissão, até à capela de São Pedro, onde
proferiu um discurso em verso de agradecimento.
Existem em Portugal outras
manifestações com idêntico nome, embora com origens e características
diferentes.[3]
O FONTANÁRIO DA RIBEIRA SECA
Deste vulcão que soterrou uma parte
da freguesia. Resta como testemunho das escoadas lávicas, o muito conhecido
Fontanário da Ribeira Seca. Posto a descoberto na sequência de obras de
escavação, este antigo fontanário mostra o seu tanque totalmente preenchido por
lava, e dá uma ideia da dimensão daquela catástrofe. Este fontanário tem um
grande significado científico e histórico, visto que está ligado às erupções
vulcânicas que ocorreram na ilha de São Miguel a seguir aos primeiros tempos do
seu povoamento.
2 - O fontanário em frente à actual igreja de São Pedro,
na freguesia da Ribeira Seca
É uma ruína de um fontanário
construído em pedra aparelhada, parcialmente soterrada pela erupção vulcânica.
Está visível a parede onde se localiza a bica e grande parte da bacia de
recolha de água.
AS CAVALHADAS
Como já referido, esta é uma das
festas mais curiosas dos Açores. As Cavalhadas de São Pedro são uma tradição
secular que ocorrem anualmente, no dia 29 de Junho – dia do padroeiro da
freguesia da Ribeira Seca, no Concelho da Ribeira Grande. Consta basicamente de
um desfile de cavaleiros que percorrem a freguesia, segundo um itinerário e um
ritual determinado.
As Cavalhadas de São Pedro, têm uma
organização definida por: um Rei[4]
ou Maioral, que abre o cortejo, ladeado por dois Lanceiros,
Vassalos ou Mordomos[5], seguidos
por largas dezenas de Despenseiros, ordenados em duas alas, três Corneteiros
no meio do cortejo, e mais dois Lanceiros a encerrar o desfile.
Em tempos idos o Rei e os lanceiros
ostentavam pesadas máscaras[6],
não se sabendo exactamente a razão para tal.
Aos cavaleiros, vestem calção
vermelho, com os seus chapéus altos, enfeitados a rigor com todas as qualidades
de ouro ou de flores de papel, montados nos seus cavalos, adornados com faixas e uma lança numa das
mãos. Os cavalos devem ir arreados com sela portuguesa, vão adornados com xairéis
brancos onde predominam as iniciais SP do padroeiro. A organização do desfile
obedece a uma estrutura em que o Rei abre o cortejo (outrora usava uma máscara
e longas barbas), vestindo uma capa azul debruada de branco e chapéu de dois
bicos ricamente ornamentado com cordões e brincos de ouro, ou de flores de
lata, segurando na mão uma espada desembainhada, e ladeado por dois Lanceiros.
Seguem depois algumas dezenas de cavaleiros, no meio dos quais seguem os
Corneteiros, em número de três, e fecham o cortejo mais dois Lanceiros.
CORTEJO
A concentração para o desfile dá-se no Solar da Mafoma,
embora primitivamente era iniciado a partir da Casa dos Mordomos. Daqui os
cavaleiros iniciam o cortejo ao som dos cornetins e dirigem-se à igreja de São
Pedro, na Ribeira Seca da Ribeira Grande. É junto ao adro da igreja que o Rei e
os Lanceiros se apresentam como uma Embaixada ao Apóstolo Pedro e profere o seu
discurso antes de, em tempos, fazendo “avançar até o cavalo pôr as patas
dianteiras sobre a soleira do guarda-vento.”[7]Neste
discurso ao estilo de Gil Vicente agradece ao padroeiro as graças recebidas
e os benefícios derramados sobre os cavaleiros ali presentes.[8]
Eu venho à vossa presença
para vos pedir licença
a São Pedro o Pescador
Que receba a nossa embaixada
que trago na mente gravada
a doutrina do Senhor
2 -
O Rei proferindo o seu discurso
Findo o discurso, os cavaleiros dão 7 voltas em torno da
igreja, que se pensa estar associado aos 7 dons do Espírito Santo[9].
O cortejo dirige-se depois pela rua principal da cidade da Ribeira Grande, até
aos Paços do Concelho, onde o Rei discurso em frente do edifício e perante as
autoridades municipais. De seguida dão 3 voltas em torno do Jardim, o
que se presume ser uma referência objectiva à figura da Santíssima Trindade. De
seguida, na Igreja de Nossa da Estrela e na Ermida de Santo André, são
repetidas 1 e 3 voltas, respectivamente, ao que se sucede um percurso por todas
as ruas da cidade, terminando novamente no Solar da Mafoma, na freguesia da
Ribeira Seca.
AS ALÂMPADAS
A coincidência da Festa de São Pedro
com o período das colheitas, parecem dar alguma consistência à utilização das
“alâmpadas”, como o desejo de um ano de fartura. Segundo João Gil Tavares da
Ponte, são suspensos das colunas da igreja de São Pedro, em número de doze[10],
um conjunto de frutos (pêros, pêras, ameixas, bananas e ananases) intercalados
de flores (hortências e bordões de S. José). Têm um formato alongado, com uma
altura aproximada de 50 centímetros, e é arrematado em baixo pelo ananás.
Depois da festa religiosa, são transportadas, em carros de bois enfeitados e
distribuídas pelo celebrante e autoridades.
A origem do nome não há uma certeza,
mas pensa-se que poderá estar relacionado com o termo lampo[11], designação que se dá aos primeiros
frutos de uma época agrícola. Pode também estar associado ao seu formato,
semelhante a um lampadário.
3 - Alâmpadas
SOLAR DA MAFOMA[12]
Esta casa, embora não tendo capela interna, mas possuindo um
espaço construído para essa função, tem anexa ao solar, a Capela de Nossa
Senhora do Bom Sucesso possui um retábulo em talha dourada, um frontal do altar
em azulejo e uma imagem da sua padroeira. É conhecida por Solar da Mafoma e está classificada como
edifício de interesse público. A sua construção data do início do séc. XIX e
foi mandada construir por Luís Bernardo da Silveira Estrela, militar e Fidalgo
Cavaleiro da Casa Real, leal a D. Miguel. Na Frontaria existe o Brasão de Armas
dos Correias, Silveiras, Botelhos e Sampaios.
Esta casa, pelo papel que representa nas Cavalhadas, e pelas
pitorescas referências às divisões de classe existentes à época, vai merecer
aqui uma referência mais desenvolvida.
Uma outra versão[13]
diz que em tempos aportou em terras próximas um mouro magrebino, escravo de Rui
Tavares, que mais tarde foi alforriado[14]
pelo seu amo. Este mouro era possuidor de muito saber, nomeadamente no domínio
da matemática e da álgebra, e com larga experiência em curtumes e no fabrico de
selas e albardas. Converteu-se ao catolicismo, tendo adoptado o nome de Simão
Rodrigues, embora fosse conhecido por Mafoma (Maomé), dada a sua origem. Estes
conhecimentos, permitiram-lhe granjear enorme popularidade, junto da população
e em pouco tempo fez fortuna e ganhou influência política junto da população
local. Se o sucesso lhe granjeou fortuna, o mesmo não se podia dizer da sua
aceitação social. Até um seu descendente, Lázaro Rodrigues ter adoptado o nome
de Estrela por ter sido baptizado na igreja de Nossa Senhora da Estrela –
padroeira da Ribeira Grande). Um seu sobrinho Manoel de Sousa Correa Estrela,
ganhou grande notoriedade política e social, ao ser promovido a escudeiro e
mais tarde cavaleiro fidalgo em 1717, por D. João V. Na sequência, foi nomeado
capitão-mor da vila da Ribeira Grande, cargo este tradicionalmente, detido
pelos Tavares. Consta que na altura, e
por causa disto, os Tavares mandaram os seus criados correrem pela vila e
queimarem todas as selas e albardas que encontrassem, lembrando assim aos
ribeiragrandenses a vil origem do seu novo capitão-mor.[15]
Este episódio não atemorizou os Estrelas que continuaram a
prosperar, a fazer fortuna e a ganhar aceitação e influência social. Alguns
anos mais tarde, Luís Bernardo da Silveira Estrela, tenente-coronel do
regimento de milícias da Ribeira Grande, tirava brasão de armas em 1806 e
construía na Ribeira Seca, a poucos quilómetros do solar do Vencimento, propriedade dos Tavares e de
costas para este, o seu solar. Desde essa altura, o solar passou a ser
conhecido pelo solar da Mafoma.
O ódio entre estas famílias foi sempre crescendo, alimentado
pelas lutas entre liberais e absolutistas. Os Tavares – conservadores, e os
Estrelas – progressistas.
Os Estrelas
continuaram a prosperar e a ganhar enorme poder e influência. Um descendente do morgado, António Manuel da Silveira
Estrela, perdeu-se de amores pela filha de um abastado lavrador (Tavares do
Canto descendente de Rui Tavares), do qual foi correspondido. Claro, à luz dos
preconceitos da época, e à rivalidade entre famílias, os Tavares do Canto
conservadores e absolutistas, enquanto os Estrelas se afirmavam convictamente
liberais, este revelava-se como uma amor impossível.
A donzela deu disto conhecimento ao confessor, que informou a
família desta pretensão. Porque os amantes se encontravam secretamente no
solar, o pai e os irmãos armaram-lhes uma emboscada. Na calada da noite, e pela
confusão de um vulto, que julgaram ser o descendente do Mafoma, matam
acidentalmente a filha e irmã com um tiro. A partir deste episódio os Tavares
mudam-se para a costa sul da ilha Por via disto, o ódio reinante entre estas
duas famílias, toma uma outra dimensão ainda mais exacerbada.
Na sequência deste acontecimento, o descendente do mouro caiu
em desgraça, e foi ostracizado, principalmente pela aristocracia e autoridades
locais, com profundo prejuízo dos negócios e aceitação social. Pela rivalidade
entre essas duas famílias. Uma vez cansado de tanta perseguição, reuniu uma
série de cavaleiros e junto das autoridades locais fez um discurso muito duro, fazendo
valer os seus direitos. Alguns associam este acontecimento, à figura do Rei, e
do seu cortejo às Cavalhadas de São Pedro.
O Solar da Mafoma passou de geração em geração até chegar a
Dª Maria Mota (o Solar é também conhecido por "casa da Dª Maria
Mota") sendo actualmente pertença de sua filha.
A 29 de Junho de cada ano, Cavaleiros e Cavalos das
Cavalhadas de S. Pedro, reúnem-se no pátio da casa, e daí partem em cortejo
para a igreja de S. Pedro, na Ribeira Seca da Ribeira Grande, e a ele regressam
no final do cortejo.
CONCLUSÃO
Esta peculiar manifestação religiosa
de origem muito incerta. Como se pode observar, estamos perante uma série de
explicações para a origem desta festa, que se torna difícil deslindar o que são
factos históricos devidamente fundamentados, daquilo que é pura imaginação
popular. Quer pela ritualização do cortejo, quer ainda pelas inúmeras
explicações para a sua origem, revela tanto de profano, de misterioso e de
simbolismo religioso e, provavelmente, será nesta dualidade que reside todo o
seu encanto. Poderá dizer-se que revela uma associação por sincretismo popular
ao Príncipe dos Apóstolos, e ao mesmo tempo rituais trazidos desde o tempo do
Povoamento, como é disto exemplo o Culto ao Divino Espírito Santo. Relativamente
às Cavalhadas de São Pedro, são muitas dúvidas e incertezas quanto à sua origem,
muito mais do que uma verdade histórica, cientificamente corroborada, persiste
no imaginário popular muitas outras explicações. No entanto, são um reflexo da
religiosidade do povo, expressa no mesmo tempo uma manifestação de fé, que
nelas participa por devoção ou em pagamento de uma promessa. É também clara a
perfeita ligação das Cavalhadas ao culto do Divino Espírito Santo. Igualmente a
lenda associada ao Solar da Mafoma, e das rivalidades entre familiares faz
desta festa, uma curiosidade sem paralelo.
Para além disto, as Cavalhadas
de São Pedro foram assumidas como uma estratégia identitária do município da
Ribeira Grande, através da identificação e justificação do seu feriado
municipal com a realização daquele popular cortejo equestre de carácter
profano-religioso.
As Cavalhadas
foram sofrendo também um sinal dos tempos e começara a revelar algum desleixo
por parte dos seus participantes: “falava-se no aviltamento dos trajes, da
ausência dos característicos chapéus ornados a ouro e flores artificiais, da
desorganização do cortejo e do risco de aquelas desaparecerem se alguma coisa
não fosse feita”. Em 1956, desenvolveu-se um processo de municipalização
das Cavalhadas com o intuito de a recolocar na sua forma primitiva.
Constituiu-se uma comissão de intelectuais e artistas micaelenses que iria,
juntamente com o município, repor o evento na sua forma inicial.
Em 1989 é
também decidida, por iniciativa da Câmara Municipal, a elaboração de um
Regulamento das Cavalhadas, que instituía um conjunto de normas de selecção e
atribuição de prémios aos cavaleiros (que se apresentassem vestidos com mais
rigor e respeito pela tradição) e estabelecia ao mesmo tempo vários preceitos
reguladores.
Em 2021 é
criado um núcleo museológico - a Casa das Cavalhadas, com o intuito de
perpetuar a secular tradição das Cavalhadas de São Pedro, uma iniciativa do
Município da Ribeira Grande.
[1] Segundo o historiador Mário Moura, o verdadeiro nome
desta festa deveria ser “Alvoradas de São
Pedro”.
[2] O historiador Gaspar Frutuoso, vivo à data deste
episódio vulcânico, refere, a propósito deste algar, que dele brotou “...uma
ribeira de fogo pela Ribeira Seca abaixo até chegar ao mar, correndo mansamente
como metal derretido...".
[3]
Cavalhadas de Valdemoinhos, Cavalhada de Teivas, ambas no Distrito de
Viseu. Todas
estas realizam-se no mês de Junho. E ainda as Cavalhadas de Vila Fresca de
Azeitão.
[4]
Há quem veja simbolicamente nesta personagem “O Chaveiro do Céu”. O guardião das portas do céu é
também considerado o protector das viúvas e dos agricultores. Segundo um
familiar descendente, este Rei, mais não é do que a personagem do mouro
argelino convertido ao Cristianismo e o construtor do Solar da Mafoma.
[5] Estes Lanceiros podem ter uma ligação aos Mordomos, que acompanhavam o governador, trazendo consigo as bandeiras do Espírito Santo.
[6] “… o rosto do cavaleiro é vendado por densa máscara…”
referia em 1883 Joaquim Cândido de Abranches, num pequeno excerto publicada sob
o título “Costumes Michaelenses, Alvorada de São Pedro”
[7] Armando Cortes Rodrigues, in Voz do Longe
[8] Dr. José Medeiros Tavares, as Cavalhadas da minha
infância – Estrela Oriental publicada no jornal Correio dos Açores
[9] Sabedoria, entendimento,
conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus
[10] Considera-se um
simbolismo à fartura aos 12 meses do ano, ou como oferenda aos 12 apóstolos.
[11] Segundo o Dr. Cortes Rodrigues, a origem das
alâmpadas estará nas ofertas dos primeiros frutos (lampo) colhidos depois da
esterilidade provocada pelo vulcão de 1563.
[12] Antigo termo português pelo qual era conhecido
Maomé
[13] Revista INSVLANA vol 64, Raízes, Sacuntala de Miranda, e confirmada por
um descendente do Mafoma, Simão Rodrigues
[14] “Simão Rodrigues tinha sido obrigado a aceitar, para que lhe fosse
concedida alforria, que no decurso dos séculos: que os Estrelas e seus
descendentes, ao avistarem um Tavares a preparar-se para montar a cavalo,
pusessem um joelho em terra para lhe segurar o estribo.” – Revista INSVLANA –
Raízes de Sacuntala de Miranda
[15] In INSVLANA vol 64, Raízes, Sacuntala de Miranda







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