Segundo o Dicionário Digital PRIBERAN, o termo geringonça é utilizado para significar: "coisa ou construção improvisada, ou com pouca solidez". Penso que não se encontrava outro termo que melhor tipificasse aquilo que piudemos observar ao longo dos 6 anos da sua vigência.
Para melhor se entender a origem e o fim da Geringonça, im porta contextualizar as circisntâncias que ditara o seu aparecimento:
António Costa "afastou o secretário-geral do PS (António José Seguro), invocando que no contexto político que então se vivia, as vitórias que o PS tinha conseguidio, sabiam a "poucochinho". Nesta conjuntura, António Costa ganhass as directas e ascende ao cargo de secretário-geral. Disputa as legislativas de 2015 contra Passos Coelho e obtém um score de 32,50% (menos 6,15 relativamente às Legislativas de 2011. Para quem ironizava com o seu antecessor com o "poucochinho", é preciso ter um poder de encaixe monumental para corporizar tudo o que se passou de seguida. Em circunstâncias idêntiucas faria sentido que um líder responsável e integro, reunisse os órgãos do partido e pusesse o lugar à disposição.
Acontece que, na própria noite das eleições, Jerónimo de Sousa, declara aos órgãos de comunicação soccial: O que conta verdadeiramente e determina as soluções para a governação são as maiorias na Assembleia da República e dão suporte a um governo e não um partido político". Adiantiou ainda: "António Costa só não forma governo se não quiser."
É lógico concluir que Jerónimo de Sousa, aproveita a ocasiãio e oferece condições a António Costa salvar a face da derrota política sofrida, bem como o seu futuro partidário. Por outro lado, coloca o PCP, pela primeira vez, no conjunto de partidos do Arco da Governação. Apesar das insanáveis divergências objectivas entre os parceiros (UE, NATO, Euro, etc.). Arrana-se um entendimento, assinado isoladamente e à porta fechada, por imposição de Cavaco Silva. António Costa, pela mão de Jerónimo de Sousa, consegue assim as condições para formar governo, com legitimidade e suporte parlamentar.
Mas se a geringonça permitiu salvar a face e aumentar a sua credibilidade como primeiro-ministro: teve resultados desastrosos para os restantres parceiros, dados os resultados nos diversos escrutínio: europeias, presidenciais e autárquicas. Para fazer passar o OE para 2022, António Costa teve que ceder e muito às reeinvidicações dos parceiros. Durante o debare os parceiros elevaram a fasquia, esticaram acorda e recusaram o seu aval a mais um orçamento, forçando a queda do governo a novas eleições.
A conclusão que podem,os tirar é que António Costa lideropu esta solução durante 6 anos. Durante os primeiros 4 anos governou com alguma estabilidade, mas os últimos dois orçamentos foram negociados com alguma crispação e muitas exigências. Nunca como até agora se tinham radicalizado tanto as posições, mas quem realmente ditou o início e o fim da Geringonça, foi Gerónimo de Sousa, sempre visto como o parceiro preferencial. António Costa não se cansa de enumerar as inúmeras cedências e a bondade deste OE. Impossibilitando qualquer entendimento à dioreita, António Costa ficou refém de quem lhe deu a mão, para depouis lhe retirar o tapete. Por isso, só se pode queixar das suas escolhas.
Muitas são as vozes que se indignam contra tudo e contra todos. Tenho ouvido, sistematicamente afirmar que a culpa, continua a ser do Passos, tal é o desepero.
Vamos para um novo processo eleitoral, em que muito poucos têm a ganhar. O país está em convulsão e muitas são as razões de queixa dos portugueses: o caos no SNS, o conflito com , forças armadas, bombeiros, professores, médicos, e restantes profissionais de saúde, ordens profissionais e outras entidades reguladoras. Sºão os custros de diversos bens de consumo: electricidade, combustíveis, etc.
Apesar da bondade do actual OE, segundo António Costa, o pais está de rastos, os parceiros não se entendem, não agradou nem à esquerda, nem à direita. Os responsáveis por se ter chegado a esta situação limite parecem estar bem identificados. O país vai viver uma crise que não pediu e na pior altura que se podia esperar. As eleições antecipadas, que ninguém queria(?), vão ter um mérito determinante: clarificar a solidez do actual espectro político e permitir aos portuguese, apesar da crise, escolherem o que pretendem e recusar o que não querem. Todo o ruído sobre os culpados é precisamente por esta razão. "Quem semeia ventos, colhe tempestades"
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