Eduardo Cabrita, amigo pessoal de
António Costa desde os bancos da faculdade, é um daqueles indivíduos que, por mais
bem-intencionados que sejamos, temos de admitir que nada lhe corre bem. É assim
uma espécie de Mr. Bean, mas numa versão hard core. São muitos os
acontecimentos com que é confrontado, cujas decisões dão, invariavelmente, para
o torto. O português comum fica incrédulo com a fidelidade recíproca, entre
Cabrita e Costa. Mais ainda, quando Costa considera o seu amigo Cabrita é um
ministro excelente! Esta fidelidade não dá para entender, se é um excelente
ministro, porque comete tanta asneira? Não será certamente por um karma
esquisito que o persegue, só pode ser mesmo por pura incompetência. Esta
relação de amizade e a inquebrantável lealdade, ou subserviência que os une,
reporta-me para o logotipo da Vitor Records – His Master’s Voice.
Cinco meses depois do acidente
que envolveu o ministro, e do silêncio ensurdecedor que paira sobre a investigação,
Eduardo Cabrita finalmente decidiu falar. É bom não esquecer que este acidente
provocou um morto, e que a primeira reacção após a ocorrência foi um comunicado
que afirmava: “Não havia qualquer sinalização que
alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso”,
o que foi prontamente desmentido pela BRISA. Este comportamento, indica o que
vulgarmente significa: sacudir a água do capote. Mas o que os
jornalistas perguntaram foi: a que velocidade seguia a viatura que transportava
do ministro no momento do acidente.
Por mera curiosidade consultei um
engenheiro mecânico que já trabalhou na marca, sobre a dificuldade de obtenção
daquele valor. A sua resposta foi simples: basta ligar um computador à
centralina e dar um comando! Mas o ministro escuda-se no segredo de justiça e
afirma que tudo não passam de absurdos propalados! É bom que nos
lembremos que o ministro Cabrita, neste caso mentiu, desresponsabilizou-se, e parece
nada ter feito para agilizar o processo de averiguações que corre no seu
ministério (Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) de
Évora da GNR)! Ninguém pode afirmar neste caso, que o ministro tem as mãos
sujas de sangue, mas certamente a sua consciência não terá muito sossego, pela
responsabilidade que nunca assumiu como responsável máximo entre os passageiros
daquele automóvel. Também não sabemos a que velocidade seguia, mas também isso
pouco importa para o trabalhador, Nuno Santos tinha pouco mais de 40 anos, era
casado e deixava duas filhas sem o principal sustento da família, nem para a família
que só ao fim de 6 meses, viu atribuído 246 euros que é o valor que a Segurança
Social está a pagar à mulher e às duas filhas do homem atropelado pelo BMW em
que seguia Eduardo Cabrita.
Já todos sabíamos da inabilidade
de Eduardo Cabrita para lidar com situações de crise. Todos nos lembramos das
imensas trapalhadas por ele protagonizadas: a cena dos microfones na Assembleia
da República, o caso das golas inflamáveis, do assassinato do cidadão ucraniano
por elementos do SEF, das inúmeras broncas do SIRESP, dos festejos do Sporting,
dos atrasos nos meios de combate aos fogos, da detenção dos imigrantes em
Almoçageme, etc. Ao contrário do rei Midas, Eduardo Cabrita, em tudo o que
toca, vira berbicacho. É caso para dizer: o “absurdo propalado” é a
continuidade de Cabrita no seu posto, perante a passividade de quem tem
responsabilidades de por fim a tanta irresponsabilidade.
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