sábado, 20 de novembro de 2021

EDUARDO CABRITA – UM “ABSURDO PROPALADO”

 

Eduardo Cabrita, amigo pessoal de António Costa desde os bancos da faculdade, é um daqueles indivíduos que, por mais bem-intencionados que sejamos, temos de admitir que nada lhe corre bem. É assim uma espécie de Mr. Bean, mas numa versão hard core. São muitos os acontecimentos com que é confrontado, cujas decisões dão, invariavelmente, para o torto. O português comum fica incrédulo com a fidelidade recíproca, entre Cabrita e Costa. Mais ainda, quando Costa considera o seu amigo Cabrita é um ministro excelente! Esta fidelidade não dá para entender, se é um excelente ministro, porque comete tanta asneira? Não será certamente por um karma esquisito que o persegue, só pode ser mesmo por pura incompetência. Esta relação de amizade e a inquebrantável lealdade, ou subserviência que os une, reporta-me para o logotipo da Vitor Records – His Master’s Voice.

Cinco meses depois do acidente que envolveu o ministro, e do silêncio ensurdecedor que paira sobre a investigação, Eduardo Cabrita finalmente decidiu falar. É bom não esquecer que este acidente provocou um morto, e que a primeira reacção após a ocorrência foi um comunicado que afirmava: “Não havia qualquer sinalização que alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso”, o que foi prontamente desmentido pela BRISA. Este comportamento, indica o que vulgarmente significa: sacudir a água do capote. Mas o que os jornalistas perguntaram foi: a que velocidade seguia a viatura que transportava do ministro no momento do acidente.

Por mera curiosidade consultei um engenheiro mecânico que já trabalhou na marca, sobre a dificuldade de obtenção daquele valor. A sua resposta foi simples: basta ligar um computador à centralina e dar um comando! Mas o ministro escuda-se no segredo de justiça e afirma que tudo não passam de absurdos propalados! É bom que nos lembremos que o ministro Cabrita, neste caso mentiu, desresponsabilizou-se, e parece nada ter feito para agilizar o processo de averiguações que corre no seu ministério (Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) de Évora da GNR)! Ninguém pode afirmar neste caso, que o ministro tem as mãos sujas de sangue, mas certamente a sua consciência não terá muito sossego, pela responsabilidade que nunca assumiu como responsável máximo entre os passageiros daquele automóvel. Também não sabemos a que velocidade seguia, mas também isso pouco importa para o trabalhador, Nuno Santos tinha pouco mais de 40 anos, era casado e deixava duas filhas sem o principal sustento da família, nem para a família que só ao fim de 6 meses, viu atribuído 246 euros que é o valor que a Segurança Social está a pagar à mulher e às duas filhas do homem atropelado pelo BMW em que seguia Eduardo Cabrita.

Já todos sabíamos da inabilidade de Eduardo Cabrita para lidar com situações de crise. Todos nos lembramos das imensas trapalhadas por ele protagonizadas: a cena dos microfones na Assembleia da República, o caso das golas inflamáveis, do assassinato do cidadão ucraniano por elementos do SEF, das inúmeras broncas do SIRESP, dos festejos do Sporting, dos atrasos nos meios de combate aos fogos, da detenção dos imigrantes em Almoçageme, etc. Ao contrário do rei Midas, Eduardo Cabrita, em tudo o que toca, vira berbicacho. É caso para dizer: o “absurdo propalado” é a continuidade de Cabrita no seu posto, perante a passividade de quem tem responsabilidades de por fim a tanta irresponsabilidade. 


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