Olhando e reflectindo sobre esta
classe profissional, não posso pensar de forma diferente do que os considerar
um bando de malfeitores, organizados para prejudicar pessoas de bem! De facto,
se analisarmos a vida, e a praxis destes profissionais, só podemos concluir que
se trata de gente de maus princípios, organizados por um propósito maléfico de prejudicar
quem, imbuídos dos mais nobres valores de vivência comunitária, lhes
proporcionam as melhores condições de trabalho, sem nada pedir em troca.
Foi o assim no caso do João Perna
motorista de José Sócrates, que durante três anos andou a entregar “fotocópias”
(adoro este eufemismo) a José Sócrates, com o intuito de o incriminar num
processo de branqueamento de capitais. Estas fotocópias passavam pela sua conta
bancária, não para pagar as despesas do patrão, mas tão somente para incriminar
um cidadão exemplar, que desempenhou elevados cargos na administração do país,
e que sempre viveu a custa do seu trabalho, para o incriminar de actos tenebrosos,
num esquema que só uma mente criminosa poderia engendrar. E até o Juiz Ivo Rosa,
parece estar ligado a este grupo de malfeitores, ao não levar a julgamento o
dito João Perna.
Foi também o caso do motorista de
José Rendeiro. Este criminoso, que se fazia passar por taxista, para dar peso
ao protagonismo do seu progenitor como presidente da ANTRAL. Mesmo o seu benemérito
acto de comprar um apartamento de luxo, na Quinta Patino, o qual cedeu à esposa
do patrão por 210 mil euros, tinha apenas o obscuro intuito de fazer recair
sobre o patrão, o propósito de o incriminar em negócios ilícitos.
Até o inocente cândido, e excelente
ministro Eduardo Cabrita, se viu traído pelo seu motorista. Apesar dos
insistentes e fervorosos pedidos para reduzir a velocidade de circulação na auto-estrada,
este pérfido facínora manteve o modesto BMW nos 160 Kms/hora, com o propósito
único de prejudicar o seu superior hierárquico, por qualquer ocorrência que
pudesse vir a acontecer. Eis senão quando, um suspeito trabalhador, de colecto
amarelo reflector vestido, atravessou, propositadamente a auto-estrada, para
dar sustentação ao perverso esquema de incriminar o ministro esquema. Muito
provavelmente concertado com o motorista, com o único propósito de envolver ministro
num provável acidente. A este, o dia não lhe correu bem. Foi atingido pelo BMW,
dando corpo ao desleal plano do motorista contra o seu superior.
Entretanto acordo estremunhado deste pesadelo e dou comigo a retornar à realidade. Afinal os motoristas são pessoas de bem, e estão sempre dispostos a assumir as suas fraquezas. O ministro fez tudo o que lhe competia. Fez recair as culpas, sobre o incauto trabalhador que atravessou a auto-estrada de colete reflector vestido, e um mero carro que na berma assinalava trabalhos na via, sem pensar no papel do ministro que se deslocava para um importantíssimo evento, e não tinha nada que atravessar a via exactamente naquele momento. O que vale é que a justiça é cega, já constitui o motorista como arguido, libertando o ministro das soezes insinuações de responsabilidade neste acidente. O senhor ministro era um simples passageiro, sem qualquer tipo de autoridade sobre o seu subordinado. Quem pensar de modo diferente não passa de um maldoso inconsequente.
Tudo isto só podia ter acontecido
em sonhos. A nossa imaginação, nem a dormir deixa de fazer as mais fantasiosas
elucubrações. Os motoristas são gente, séria, respeitadora e competente e
sempre disponíveis a assumir as suas responsabilidades(?). Tal como os ministros,
e os banqueiros.
Sem comentários:
Enviar um comentário