quinta-feira, 13 de março de 2025

AS ELEIÇÕES QUE NINGUÉM QUER

 

Tal como se esperava, fomos empurrados, uma vez mais para eleições! A hipocrisia reina neste rectângulo à beira-mar plantado! Esta situação tem apenas 3 culpados: os líderes dos dois mais importantes partidos e o Presidente da República. Os dois primeiros por aquilo que fizeram, e não deviam ter feito; e o Presidente da República por aquilo que não fez, e deveria ter feito.

As razões que determinaram a actual situação devem-se ao facto do primeiro-ministro se ter visto envolvido num processo que envolvia a sua actividade patrimonial e da sua ligação a alguns grupos económicos a quem a empresa que detinha com a mulher e filhos prestava serviços. Aparentemente, não existia nenhum ilícito criminal, mas tão somente uma trapalhada processual que abalava a sua credibilidade e confiabilidade, política do ponto de vista ético e moral, requeridos a um detentor de cargo público.

Ninguém entende que Luís Montenegro, gozando de uma conjuntura muito favorável e capitalizando a seu favor vários aspectos que beneficiaram a vida de alguns concidadãos, tenha deitado tudo a perder por uma gestão desastrosa da crise que ele próprio despoletou.

A responsabilidade destes agentes políticos ao precipitarem a necessidade de convocar novas eleições é incompreensível. Tanto mais que, PSD e PS registaram nas últimas eleições legislativas qualquer coisa como 56% dos votos expressos. As intenções de votos parecem confirmar que esta realidade não se alterou substancialmente. E ninguém espera que as próximas eleições irão alterar, significativamente, esta evidência. Muito provavelmente o espectro da abstenção, vá registar uma subida considerável. De resto, tudo irá ficar na mesma, e com a criação de um ecossistema político-partidário onde o CHEGA se sente bem.

Talvez por tudo isto se perceba a aceitação que a mais que provável candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República, estará directamente ligada ao facto de ser protagonizada por alguém fora do espectro partidário.

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