Santarém, cidade capital de
distrito, não esqueçamos, tem uma localização extraordinária e devia desempenhar,
por este desígnio estratégico, um polo e atractividade como motor de
desenvolvimento, no todo nacional. O que
verificamos é exactamente o contrário!
Conseguimos perceber, que os
concelhos limítrofes têm conseguido, por uma visão de futuro, apostar em
diversas iniciativas com vista ao seu desenvolvimento e atracção de pessoas e
negócios. São os casos de Almeirim com a gastronomia e a construção a preços
muito acessíveis. A Golegã, que fez do cavalo um caso de sucesso. Rio Maior que
apostou no desporto, a suinicultura e na indústria, para a sua dinâmica de
desenvolvimento. O Cartaxo promovendo o vinho e a agricultura, apenas para
citar alguns.
Verificamos que a cidade de Santarém
tem entrado, há já alguns anos, num retrocesso do seu desenvolvimento, num
agoniante imobilismo os seus responsáveis e dos seus munícipes. Muitas são as
promessas, mas poucas as realizações, apesar as inúmeras necessidades.
Existem vários processos e requalificação
para a cidade, o que parece indiciar uma dinâmica de desenvolvimento e que
tardam em chegar. Veja-se os mais importantes:
No Mercado Municipal, pretende-se
fazer uma intervenção com um projecto que ninguém, percebe muito bem o seu o
alcance e, tudo é feito num diálogo enviesado com os actuais ocupantes daquele
espaço e sem garantir a instalação de parceiros de mérito reconhecido. Na Av. D.
Afonso Henriques a intervenção teima em chegar e, entretanto, degradam-se os
passeios, os semáforos, as papeleiras o próprio piso estão em estado deploráveis,
as caixas de telecomunicações danificadas. Vamos aguardar quanto mais tempo? A localização
da futura Casa Mortuária, é as decisões mais incompreensíveis e improváveis que
se pode imaginar. O crematório, foi para outras paragens, enquanto se discutia
algo que ninguém percebe.
Era urgente pensar-se em intervir
e requalificar outros locais da cidade. O Centro Histórico parece, a partir do
fim do dia, uma cidade fantasma num completo abandono de gente e actividade. A
circulação viária é outro cancro da nossa cidade. Ruas estreitas em que o
trânsito circula apenas para o atravessamento, justificava-se a sua interdição
nas principais artérias. O estacionamento á superfície, um negócio ruinoso para
todos nós, resulta numa caótica ocupação de ruas e passeios, sem que,
aparentemente, ninguém se preocupe. Os espaços culturais, estão fechados e
pouco publicitados. O atraso na abertura a Nacional 114, reflecte a imobilismo das
autoridades nacionais e regionais pela importância daquela estrutura na vida de
muitos de nós. Pelos vistos a intervenção de fundo já está pronta há muito,
apenas à espera dos inclinómetros!?!?
Na ordem o dia discutem de forma
inflamada clubismos, por causa de uma estrutura a degradar-se num jardim da
nossa cidade, sem que se perceba, ou se proponha, uma utilização alternativa. O
que se observa é, Santarém a definhar e os escalabitanos entretidos com discussões
estéreis, cada um defendendo as suas capelinhas e, fazendo tábua rasa aquilo
que são os verdadeiros interesses o nosso viver colectivo. A cidade merecia
mais e melhor.
Apenas uma correcção: já foram apresentadas propostas para aquele espaço sem clubismos: mudar para este espaço a sala de leitura (poupança da renda do espaço actual) ou para os vendedores do mercado enquanto durarem as obras (e até depois!)
ResponderEliminarPerfeitamente de acordo quanto às propostas. Mas uma coisa é certa, há muito mais entusiasmo e empenho quando a questão o clubismo vem à baila, do que quando se fala nas propostas. O que mais me dói, enquanto cidadão, é ver a cidade a degradar-se e as pessoas falar do SLB e dos outros num maniqueísmo doentio
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