quinta-feira, 6 de junho de 2019

SANTARÉM NÃO MERECIA TAL SORTE


Santarém, cidade capital de distrito, não esqueçamos, tem uma localização extraordinária e devia desempenhar, por este desígnio estratégico, um polo e atractividade como motor de desenvolvimento, no todo nacional.  O que verificamos é exactamente o contrário!
Conseguimos perceber, que os concelhos limítrofes têm conseguido, por uma visão de futuro, apostar em diversas iniciativas com vista ao seu desenvolvimento e atracção de pessoas e negócios. São os casos de Almeirim com a gastronomia e a construção a preços muito acessíveis. A Golegã, que fez do cavalo um caso de sucesso. Rio Maior que apostou no desporto, a suinicultura e na indústria, para a sua dinâmica de desenvolvimento. O Cartaxo promovendo o vinho e a agricultura, apenas para citar alguns.
Verificamos que a cidade de Santarém tem entrado, há já alguns anos, num retrocesso do seu desenvolvimento, num agoniante imobilismo os seus responsáveis e dos seus munícipes. Muitas são as promessas, mas poucas as realizações, apesar as inúmeras necessidades.
Existem vários processos e requalificação para a cidade, o que parece indiciar uma dinâmica de desenvolvimento e que tardam em chegar. Veja-se os mais importantes:
No Mercado Municipal, pretende-se fazer uma intervenção com um projecto que ninguém, percebe muito bem o seu o alcance e, tudo é feito num diálogo enviesado com os actuais ocupantes daquele espaço e sem garantir a instalação de parceiros de mérito reconhecido. Na Av. D. Afonso Henriques a intervenção teima em chegar e, entretanto, degradam-se os passeios, os semáforos, as papeleiras o próprio piso estão em estado deploráveis, as caixas de telecomunicações danificadas. Vamos aguardar quanto mais tempo? A localização da futura Casa Mortuária, é as decisões mais incompreensíveis e improváveis que se pode imaginar. O crematório, foi para outras paragens, enquanto se discutia algo que ninguém percebe.
Era urgente pensar-se em intervir e requalificar outros locais da cidade. O Centro Histórico parece, a partir do fim do dia, uma cidade fantasma num completo abandono de gente e actividade. A circulação viária é outro cancro da nossa cidade. Ruas estreitas em que o trânsito circula apenas para o atravessamento, justificava-se a sua interdição nas principais artérias. O estacionamento á superfície, um negócio ruinoso para todos nós, resulta numa caótica ocupação de ruas e passeios, sem que, aparentemente, ninguém se preocupe. Os espaços culturais, estão fechados e pouco publicitados. O atraso na abertura a Nacional 114, reflecte a imobilismo das autoridades nacionais e regionais pela importância daquela estrutura na vida de muitos de nós. Pelos vistos a intervenção de fundo já está pronta há muito, apenas à espera dos inclinómetros!?!?
Na ordem o dia discutem de forma inflamada clubismos, por causa de uma estrutura a degradar-se num jardim da nossa cidade, sem que se perceba, ou se proponha, uma utilização alternativa. O que se observa é, Santarém a definhar e os escalabitanos entretidos com discussões estéreis, cada um defendendo as suas capelinhas e, fazendo tábua rasa aquilo que são os verdadeiros interesses o nosso viver colectivo. A cidade merecia mais e melhor.


2 comentários:

  1. Apenas uma correcção: já foram apresentadas propostas para aquele espaço sem clubismos: mudar para este espaço a sala de leitura (poupança da renda do espaço actual) ou para os vendedores do mercado enquanto durarem as obras (e até depois!)

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  2. Perfeitamente de acordo quanto às propostas. Mas uma coisa é certa, há muito mais entusiasmo e empenho quando a questão o clubismo vem à baila, do que quando se fala nas propostas. O que mais me dói, enquanto cidadão, é ver a cidade a degradar-se e as pessoas falar do SLB e dos outros num maniqueísmo doentio

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