Completam-se hoje 1000 dias que
um país independente e soberano, a Ucrânia, foi invadido pela segunda potencia
mundial (?). Também foi afirmado que no espaço de 48 horas as tropas russas
entrariam em Kiev! Passados que são os tais 1000 dias, o que se verifica foi
uma superioridade dessa tal potência, por um substancial número de combatentes,
e pelo recurso a um vastíssimo manancial de armamento bélico. Mesmo assim,
apenas conseguiu ocupar 20% do território ucraniano. Convenhamos que é
manifestamente pouco para as promessas iniciais.
A Federação Russa utilizou neste
conflito toda a sua capacidade bélica. Deitou mão a armamento iraniano e norte
coreano, para além de 10.000 soldados norte-coreanos para a região ocupada de Kursk.
Mesmo a perante a passividade de todo o mundo ocidental, os ucranianos foram defendendo
a sua pátria de forma corajosa e com os escassos meios disponíveis. Muitas
foram as promessas, mas muitas mais foram as reservas impostas à Ucrânia, pelo
receio de escalar o conflito. Todos nos lembramos das reservas à cedência dos
carros de combate, dos mísseis de médio e longo alcance e dos F-16. Será caso
para dizer “de promessas está o
inferno cheio”.
Finalmente Jorge Biden, a dois
meses de deixar a presidência dos Estados Unidos, autorizou a utilização, em
território russo, dos misseis de longo alcance, em condições que ninguém ainda percebeu
bem. Os ucranianos aproveitaram a oportunidade e bombardearam instalações
militares na cidade russa de Bryasnk. Foi o pretexto para Vladimir Putin
assinar um decreto que permite o uso de armas nucleares.
Nestas circunstâncias é legítimo
perguntar quem está a escalar o conflito? A Ucrânia não pode deixar de
aproveitar esta oportunidade, mesmo considerando que a possibilidade de envolvimento
de outras potências regionais, às ambições imperialistas de Vladimir Putin. Ou
seja, a Europa que foi capaz de viver em paz durante 70 anos após a II Guerra Mundial,
vê às suas portas um conflito que não para de crescer. Mais do que a paz,
conseguiu instituir e viver em democracia, e promover os princípios de solidariedade
entre as nações.
De um lado temos um país invasor,
que não se coíbe de atacar instalações civis como: escolas, hospitais, igrejas,
teatros, prédios de apartamentos, etc. Recorre a armamento e homens em armas, cedidas
por países fantoches, e acusamos a Ucrânia de escalar o conflito. Viola princípios
consignados nas convenções internacionais sobre a guerra, como foi o massacre
de Bucha, um verdadeiro crime contra a humanidade.
Neste dia em que passam 1000 dias
sobre a invasão, queria deixar este escrito pelo enorme respeito e profunda admiração
por este povo sofredor, que resiste estoicamente em condições de manifesta
inferioridade. Glória à Ucrânia e aos seus heróis - Slava Ukraini
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