quinta-feira, 21 de novembro de 2024

JOSÉ SÓCRATES IGUAL A SI PRÓPRIO

 

“Fazer o mal e a caramunha”, costuma o povo dizer quando alguém faz alguma coisa que causa prejuízo e depois queixa-se!

José Sócrates foi sempre alguém que ao longo da sua vida, teve um comportamento que a sociedade condena – viver muito acima das suas capacidades, sem que lhe sejam conhecidos proveitos que o justifiquem. Se isto é condenável a um cidadão comum, quando se trata de um político democraticamente eleito e, com um cargo de elevada responsabilidade institucional, torna-se inadmissível.

As suspeitas sobre a sua ligação a uma série de casos suspeitos, acompanharam todo o seu percurso político, desde o tempo em que era um simples deputado na Assembleia da República. Só para enumerar os mais badalados: o aterro sanitário da Cova da Beira, o caso Freeport, a trapalhada que envolveu a sua Licenciatura, as suas lutas para silenciar a comunicação social não alinhada, os projectos das casas da Guarda, os casos Face Oculta e Tagus Park, a sua ligação à Octapharma e ao Grupo BES.

Nunca se coibiu de levar uma vida sumptuosa, dificilmente acomodável aos rendimentos de um ministro da república. Da compra a preço de saldo do apartamento da Rua Brancamp, às férias em resort de luxo; dos fatos de grife, à mansão de Paris, são disto um exemplo elucidativo. Cada um pode fazer a vida que bem lhe aprouver, mas a sua argumentação para o justificar são difíceis de aceitar pelo mais benevolente espectador. As suas despesas ou eram suportadas pelo amigo Santos Silva, ou pela venda dos apartamentos da mãe, ou por uma hipotética herança de um tio volframista! Admitindo que tudo isto fosse verdade, será que podemos admitir de quem foi primeiro-ministro de um país democrático, possa viver às custas de alguém, e que ache isto um comportamento normal e aceitável?

A contas com a Justiça desde a altura em que foi detido há 10 anos para justificar alguns dos casos em que há suspeita do seu envolvimento, José Sócrates nunca procurou aceitar o seu julgamento como forma de provar a sua verdade. Pelo contrário, tem sistematicamente usado um verdadeiro carrocel de recursos e incidentes processuais, a maior parte deles não aceites pela Justiça, por forma a atrasar o julgamento. Também ninguém compreende como é que alguém a viver à custa de amigos, pode fazer face às custas judiciais e aos honorários dos advogados.

Até os seus correligionários mais próximos: António Costa, Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira, João Galamba viraram-lhe as costas. Quem não se lembra das romagens à prisão de Évora? Sintomático! Ou então não têm argumentos para defender este seu comportamento. Os seja, todos aqueles que lhe eram próximos e, que estavam distraídos enquanto as coisas aconteciam, acoitaram-se à sombra do poder que ele lhes garantia, mostram-se agora amnésicos. Resta-lhe o apoio do amigo Lula da Silva, vá se lá saber porquê?

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