A viver em São Miguel há mais de
30 anos, o pintor Yves Decoster, com formação na Academia das Artes de
Antuérpia, encheu a ilha de corações de Este a Oeste. Pintou o primeiro coração
a pedido de uma amigo, numa casa em ruínas, e utilizou a janela como moldura.
A partir daí, nunca mais parou. Utiliza casas em ruínas, muros, casas, escolas,
como o elemento de suporte para a sua arte. Deambulando pelas estradas de São
Miguel, é impossível não encontrarmos um registo de um coração do Yves
Decoster.
Se no princípio de deveu a uma
solicitação pessoal de um amigo, rapidamente começou a ser solicitado por muita
gente para que deixasse na fachada das suas casas, num muro, numa ruína ou
noutro suporte a sua imagem de marca. De facto, as observações destes corações e
nas palavras do pintor pretendem "sensibilizar as pessoas para o amor,
positivismo e alegria de viver", factor que parece encontrar resposta nos
sentimentos expressos pelas pessoas quando abordam o assunto.
Segundo o jornal Público, em 2015
Decoster já havia pintado 278 corações, e o objectivo seria atingir os 365: um
por cada dia do ano. Não consegui descobrir se este número foi alcançado. Isso
também não penso que seja importante. A realidade é que estas criações, não
deixam ninguém indiferente, e são um importante cartão de boas-vindas para São
Miguel.
A razão por esta opção, segundo
as palavras do artista é uma escolha adquirida pelo simbolismo que o coração
pode transmitir: "o coração é o símbolo do amor pela natureza e amor
pelas pessoas", “…trazer cor à vida das pessoas", "…um
apelo ao amor". Muitos dos que visitam a ilha consideram,
provavelmente pelo acolhimento recebido, referem que estes corações representam um verdadeiro símbolo
da Ilha.
Pela simplicidade do motivo
pintado, ou por causa disto mesmo, os corações primam pela simplicidade do
desenho, em que o coração ocupa o lugar central, embelezado por animais, figuras
geométricas, flores e linhas limitadoras como moldura.
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