Estamos a chegar ao fim de mais
uma campanha eleitoral que foi pouco esclarecedora, barulhenta, estremada e,
pior de tudo, discutiram-se fundamentalmente os problemas relacionados: ou com
os partidos, ou com os seus líderes. Os assuntos que incomodam e afectam os
portugueses: a educação, a saúde, a segurança, apenas para referir os mais
importantes – esses ficaram de fora. Houve de tudo, pura e simplesmente:
entrevistas em programas de entretenimento, urgências hospitalares (reportagens
em directo atrás de ambulâncias), refluxos gástricos, as tradicionais e
irritantes arruadas, a distribuição de esferográficas em cada uma das feiras deste
país e uma comunicação social que não foi capaz de trazer para a agenda os
problemas que o país enfrenta.
Temas como a guerra na europa, as
contribuições para a defesa, a sustentabilidade da Segurança Social e as
tarifas impostas pela administração Trump, que são um assunto premente, parecem
ser coisas de ficção considerando pela sua ausência no debate.
Tudo isto acontece num ecossistema
político-partidário, que elegeu como bandeiras a maledicência sem atender ao
facto de perceberam que eleitores estarem cansados de serem chamados à
participação em escrutínio sucessivos, que muito provavelmente não irá alterar a
relação de forças do espectro partidário.
Para ajudar à festa, tivemos uma
imensidão de debates muito pouco esclarecedores, quando os portugueses, quando
muito, gostariam de ouvir apenas os partidos e representantes que poderão ter a
expectativa de formarem um governo. Sinal disto, são as oscilações de
audiências nos diferentes debates. Quantas pessoas estarão interessadas em
ouvir um debate com o PAN? Eu não estou certamente.
Como se isto ainda não fosse
bastante enfadonho e irritante, apareceu hoje o Almirante Gouveia e Melo, a
elucidar os portuguese do segredo mais mal guardado do universo – a sua
candidatura as presidenciais, que se irão realizar em Janeiro de 2026!
Justificou que esta antecipação se deveu ao facto de necessitar de tempo para enviar
os convites para a anunciada apresentação. Isto só pode ser para rir!
As televisões aproveitavam as inúmeras
sondagens, que semanalmente davam o mote para discutir à exaustão, as décimas
de oscilações nas intenções de votos nos diversos partidos. Sem pôr em causa a
seriedade das empresas de sondagens, o passado recente mostra que os resultados
à boca das urnas, divergem do trabalho apresentado. Também neste aspecto, as
coisas não são muito animadoras.
Não quero admitir que vivo numa
qualquer república das bananas, mas a oportunidade destas eleições e o ruído da
campanha não parece ter tido outro efeito do que cansar o eleitor. Vamos todos
esperar que os valores da abstenção não seja a resposta que os portugueses vão
dar a quem faz da política uma sonsice!

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