quinta-feira, 15 de maio de 2025

UMA CAMPANHA ELEITORAL SONSA

 

Estamos a chegar ao fim de mais uma campanha eleitoral que foi pouco esclarecedora, barulhenta, estremada e, pior de tudo, discutiram-se fundamentalmente os problemas relacionados: ou com os partidos, ou com os seus líderes. Os assuntos que incomodam e afectam os portugueses: a educação, a saúde, a segurança, apenas para referir os mais importantes – esses ficaram de fora. Houve de tudo, pura e simplesmente: entrevistas em programas de entretenimento, urgências hospitalares (reportagens em directo atrás de ambulâncias), refluxos gástricos, as tradicionais e irritantes arruadas, a distribuição de esferográficas em cada uma das feiras deste país e uma comunicação social que não foi capaz de trazer para a agenda os problemas que o país enfrenta.

Temas como a guerra na europa, as contribuições para a defesa, a sustentabilidade da Segurança Social e as tarifas impostas pela administração Trump, que são um assunto premente, parecem ser coisas de ficção considerando pela sua ausência no debate.

Tudo isto acontece num ecossistema político-partidário, que elegeu como bandeiras a maledicência sem atender ao facto de perceberam que eleitores estarem cansados de serem chamados à participação em escrutínio sucessivos, que muito provavelmente não irá alterar a relação de forças do espectro partidário.

Para ajudar à festa, tivemos uma imensidão de debates muito pouco esclarecedores, quando os portugueses, quando muito, gostariam de ouvir apenas os partidos e representantes que poderão ter a expectativa de formarem um governo. Sinal disto, são as oscilações de audiências nos diferentes debates. Quantas pessoas estarão interessadas em ouvir um debate com o PAN? Eu não estou certamente.

Como se isto ainda não fosse bastante enfadonho e irritante, apareceu hoje o Almirante Gouveia e Melo, a elucidar os portuguese do segredo mais mal guardado do universo – a sua candidatura as presidenciais, que se irão realizar em Janeiro de 2026! Justificou que esta antecipação se deveu ao facto de necessitar de tempo para enviar os convites para a anunciada apresentação. Isto só pode ser para rir!

As televisões aproveitavam as inúmeras sondagens, que semanalmente davam o mote para discutir à exaustão, as décimas de oscilações nas intenções de votos nos diversos partidos. Sem pôr em causa a seriedade das empresas de sondagens, o passado recente mostra que os resultados à boca das urnas, divergem do trabalho apresentado. Também neste aspecto, as coisas não são muito animadoras.

Não quero admitir que vivo numa qualquer república das bananas, mas a oportunidade destas eleições e o ruído da campanha não parece ter tido outro efeito do que cansar o eleitor. Vamos todos esperar que os valores da abstenção não seja a resposta que os portugueses vão dar a quem faz da política uma sonsice!

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