Foi assim que foi apresentado o
debate desta noite entre Luís Monte Negros e Pedro Nuno Santos. Naturalmente
que os candidatos preparam-se muito bem, e na realidade, não houve uma superioridade
palpável de nenhum dos candidatos. Ou seja, foram seis os temas sobre os quais teriam
que responder num período de tempo determinado. O resultado da argumentação foi
previsivelmente aquilo que todos esperavam, quer de um quer de outro.
É preciso reconhecer que Luís
Montenegro tinha a missão mais fácil. Era o incumbente. Tinha algumas bandeiras
da sua governação, que reconhecidamente resolveram problemas que os oito anos que
a governação socialista não foi capaz. Pedro Nuno Santos tinha a seu desfavor,
a evidência dos valores das sondagens não lhe serem favoráveis, o facto de se ter
demitido de um governo que detinha uma confortável maioria absoluta, e das
trapalhadas que resultaram da sua actuação como ministro das infra-estruturas,
e ainda o facto de ele ter sido o pai da “geringonça”. Pode dizer que isto não estava relacionado com
o objectivo deste debate. Claro que não. Mas a sua acção pautou-se sempre por
um registo de grande impulsividade e por tomadas de posição que se podem considerar
pouco ponderadas. Isto é alguma coisa que os eleitores nunca irão esquecer.
Pedro Nuno Santos, para ganhar
este debate, tinha uma missão muito simples: mostrar que a governação de Luís
Montenegro estava errada, e demonstrar que ela seria capaz de fazer muito
melhor. Objectivamente temos de reconhecer que não foi capaz. Se o debate trouxe
alguma novidade, parece-me bem que não. Se os eleitores, particularmente os indecisos
ficaram suficientemente esclarecidos sobre qual o mais bem posicionado para
garantir um governo estável, também me parece que não.
No dia 18 os eleitores vão fazer
a sua escolha. Talvez as muitas sondagens que semanalmente vão apresentando
resultados por vezes contraditórios, estejam redondamente enganadas. Também
suspeito que os portugueses que se dignarem ir votar, já há muito tomaram a sua
decisão. Também suspeito que os valores da abstenção irão subir. Uma coisa é
certa, quando todos apresentavam o debate de hoje como algo absolutamente decisivo.
Penso que não.

Concordo. Foi mais do mesmo. Nem vencedores nem vencidos, neste debate. Aguardemos pelo dia 18 de Maio...
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