Mais uma época de fogos que
começou em força e, mesmo depois do ministro da Administração Interna, ter garantido
que tudo estava a postos para enfrentar esta cíclica calamidade! Trata-se de um
ministro que ocupa o lugar, não por ter alguma vez ter demonstrado capacidades
e conhecimentos para a sua área de intervenção. Mas estamos a falar de um amigo
pessoal de António Costa e isso, aparentemente, é suficiente!
Os fogos de 2017, deixaram este
governo com as mãos sujas de sangue pela existência de mais de 100 mortes, por
sua total incapacidade, incúria e manifesta falta de planeamento. Tudo isto foi
totalmente confirmado no relatório da Comissão Técnica Independente: falhas na programação do socorro e
na rede de comunicações e um "dramático abandono" das populações
foram identificados
Todos sabemos das condições
propícias á existência de fogos florestais, que são naturais no nosso país. Mas,
até por isso mesmo, o ordenamento da floresta, a prevenção e a intervenção
orientadas, deviam dominar as preocupações dos nossos governantes. O que verificamos,
no entanto, é um fabuloso investimento nos meios de combate e, nada do
essencial, em termos de prevenção é feito de forma estruturada. Exactamente por
isso é que diz quem sabe: Os fogos combatem-se no Inverno. Mas também há
quem diga que se ganha muito dinheiro a apagar o fogo. Há negócios muito mal
explicados no meio desta problemática dos incêndios florestais. Senão vejamos:
Foi a ruinosa compra do SIRESP (António Costa ministro da Administração
Interna). É a contratação dos meios aéreos que, sistematicamente, nunca estão
totalmente disponíveis na altura devida. Meios este que custam ao erário
público uma fortuna num trabalho que nos podemos questionar, se não poderiam
ser feitos pela nossa Força Aérea? É o sistema de Protecção Civil, que abriga
muito jovens (boys), que o que lhes sobra em preparação académica, falta-lhe em
experiência operacional. È no mísero apoio às populações, deixadas ao abandono e.
até mesmo, na gestão dos donativos, que são geridos de forma descomprometida e,
com evidentes indícios de aproveitamento e corrupção por parte dos responsáveis
directos, a quem o sr. primeiro ministro continua a dar o seu incondicional
apoio, como no caso do Fundo REVITA em Pedrogão Grande.
Vivemos no presente momento outra
época de fogos descontrolados e que, impiedosamente, vai roubando os pertences
e haveres de quem trabalhou uma vida inteira para conseguir o que tem. Perante
isto, António Costa faz o habitual, desculpa-se com o Tribunal de Contas, com a
empresa que gere a frota dos meios aéreos, ou com os presidentes de câmara,
como primeiros responsáveis da Protecção Civil, apesar das suas limitadíssimas
condições de intervenção.
Falta de humanidade, total
insensibilidade perante o sofrimento das populações e da destruição deste
património ambiental. Não aprende com os inúmeros erros cometidos, atirando sempre
as culpas para os outros. `este o padrão no comportamento do nosso primeiro
ministro assusta e, certamente, não dormirá descansado com toda esta tragédia a
pesar-lhe na consciência. Será que a tem? Duvido.
É também a este primeiro ministro
que o povo se prepara para lhe conferir um maioria absoluta. Temos aquilo que
merecemos. Ninguém se pode queixar.
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