domingo, 28 de julho de 2019

A IRRITAÇÃO DOS POLÍTICOS SOCIALISTAS


Vivemos numa democracia. E, como tal, os políticos são eleitos por indicação dos partidos. A nós eleitores fazemos as nossas escolhas, tendo por base as convicções que cada um entende como as melhores para o fim em vista. Dito doutra forma, as escolhas que cada um de nós faz, está condicionada à partida, pelos escolhas das cúpulas partidárias, muitas vezes à revelia das escolhas locais. Ou seja, somos convidados a participar num jogo viciado, na medida em que não participamos directamente na escolha daqueles que nos irão representar. Por isso mesmo, o eleito tem um dever acrescido de se dar ao respeito, para poder ser respeitado.
Participar da vida política é exercer a cidadania e, este deverá ser o primeiro dever de um eleitor. Representa a nossa participação esporádica na escolha dos nossos representantes. A estes compete-lhes exactamente isto, agir em representação dos seus eleitores e também daqueles que, objectivamente, deram o seu voto a outro candidato.
A um político não se exige nada de especial, a não ser, exercer o seu mandato, tendo como foco a interesse colectivo. Para isso terá que tomar medidas que, no plano ideológico, não vai agradar a todos. E aí terá sempre que, de forma educada e humilde, afirmar, defender e debater a justeza das suas propostas. É isto que se exige a qualquer eleito, venha ele de qualquer quadrante político. Perder a calma, além de um desrespeito por todos o que o elegeram, representa uma falta de carácter inadmissível num representante do povo.
Desde há muito tempo que verificamos que muitos dos responsáveis do Partido Socialista, lidam muito mal, quando são confrontados com as suas responsabilidades e incoerências. Quando estes tipos de atitudes acontecem no âmbito dos debates políticos, compreende-se. Melhor seria defender os seus pontos de vista de forma convicta e séria. Quando tal não se verifica, parece revelar a fraqueza dos argumentos esgrimidos. Pior é quando este tipo de atitude é feito contra jornalistas, no exercício da sua actividade e a sua missão não será, certamente, fazer perguntas cómodas.
Ninguém consegue perceber tanta irritação de quem se pôs a jeito. Se não vejamos: são os incontáveis casos de suspeitas de corrupção que atravessam o PS; é a inexplicável  onda de nepotismo que assolou este governo; são as desastradas nomeações de boys, sem qualquer experiência operacional, para a Protecção Civil; é a forma inadmissível como são pagas as viagens dos deputados, bem como os subsídios de deslocação, as vergonhosas pensões vitalícias, só para falar nas mais evidentes. Quando confrontados com alguma pergunta a propósito destas questões, reagem como donzela ofendidas.
Igualmente nas redes sociais, os seus indefectíveis defensores disparam em todas as direcções, arranjando as mais indisfarçáveis desculpas, para justificar tamanha atrapalhação e irritação. Mas quando se trata da defesa da honra do convento, aí vale tudo.
Para que melhor se entenda o que acabei de escrever, deixo aqui alguns “tesourinhos”, que ilustram de forma iniludível esta anomalia que atingiu muitos socialistas.

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