Acabei de saber da lamentável forma
como decorreu a reunião de apresentação das listas do PSD, para as próximas
legislativas.
Todos sabemos das polémicas que
existem, sistematicamente, nas manifestas divergências entre as escolhas dos órgãos
locais, com as orientações das estruturas nacionais, e isso eu consigo
entender. Já não entendo que, personalidades com responsabilidades, quer a
nível regional, quer a nível nacional, se envolvam em contendas dignas do
ambiente de taberna. Como não conheço os detalhes das argumentações esgrimidas,
não consigo ajuizar quem procedeu com maior ou menor grau de
irresponsabilidade. Uma coisa é certa, o cidadão eleitor, tem que admitir que
as pessoas que se apresentam ao escrutínio, sejam gente de bem e com uma forma
de ser e de estar, acima de qualquer comportamento menos aceitável! À mulher
de César não lhe basta ser séria.
Pelo que li, o principal foco de
divergência, assentou na escolha do actual deputado eleito pelo ciclo de
Santarém (escolha nacional) e em funções na Assembleia da República, e a não
inclusão, em lugar elegível, de Ramiro Matos (escolha local).
O problema da escolha dos
candidatos para as listas partidárias, sempre foram geradores de grandes
divisões no interior dos partidos. A argumentação habitual é que, a cúpula do
partido tem uma visão mais global e assente numa estratégia política nacional.
Por outro lado, as estruturas partidárias de âmbito local, contrapõem na sua
argumentação que, a proximidade e conhecimento da população dos candidatos, e
do seu trabalho, é o argumento chave para as suas escolhas. Uns e outros tem as
suas razões. Também é reconhecido que na constituição das listas também se
verifica, que algumas escolhas, são mais para satisfazer alguns favores
políticos, do que por uma reconhecida competência ou preparação para o cargo.
O caso em apreço envolve o PSD.
Mas esta lógica, é transversal a todo o espectro político, com mais ou menos
mediatismo, mas a consensualidade nas escolhas dos candidatos é, muito mais a
excepção do que a regra.
Em conclusão podemos admitir, que
nestas lógicas partidárias, o desenvolvimento das regiões, os interesses dos
cidadãos eleitores contam muito pouco. Pior ainda é o triste espectáculo que se
dá da terra e das suas gentes. Santarém não merecia tal sorte.
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