Por norma procuro evitar a
frequência de locais com grandes aglomerações de gente, apenas porque me
incomoda. A única excepção são algumas, poucas, Feiras ou encontros de cariz
profissional, e mesmo assim, optava pelas horas menos populares. No entanto,
nada tenho por quem goste de participar em eventos, sejam de caracter social,
político ou religioso. É exactamente por isto que aceito, com a maior
naturalidade, todas as organizações político-partidárias, sejam elas: a Festa
do Avante, a Festa do Pontal, sejam os Estado Gerais, Festa do Verão,
Universidades de Verão e outros quejandos. Tal como nas religiões, os seus
patrocinadores necessitam de vender o seu “produto” e os “fiéis”, parecem
ansiosos por participar nestas liturgias, como forma de alcançar o Paraíso,
creio eu…. Não fazem o sinal da cruz, mas põem a mãozinha no ar, e/ou os dedos em
sinal de vitória.
Se isto não fosse suficiente, os 46 anos de Democracia, transformaram os partidos políticos e as suas estratégias em organizações pouco confiáveis. Já sei que o velho argumento de que a democracia é feita na óptica da existência de partidos políticos, mas eu recuso-me contribuir para este peditório. Tão somente porque os protagonistas destas organizações, contribuíram para estado em que este país se encontra. Senão vejamos: 3 bancarrotas, o cidadão ter que suportar os desmandos de uma série de banqueiros corruptos, o estado a que se encontra a nossa justiça; esquemas de favorecimento ilícito, a quantidade de políticos indiciados e condenados em inúmeros casos de corrupção, vergonhosas nomeações de familiares e amigos, etc.
Na minha cabeça, e na cabeça de
muitos portugueses, causa alguma perplexidade, que em plena Pandemia, a
passividade que as autoridades de saúde têm revelado no que diz a iniciativas
da esquerda radical – as manifestações do 1º de Maio e a organização da Festa
do Avante. Isto acontece numa altura em que o cidadão comum é aconselhado a
praticar um confinamento voluntário, a praticar o distanciamento social, entre
outras. Neste período os funerais não podem ter mais do que 20 pessoas, o
futebol e outras modalidades, são praticado à porta fechada; os feirantes foram
impedidos de realizar o seu trabalho; os
noivos não podem organizar a boda com que sonharam; as escolas estão fechadas,
os bares e discotecas, fecham às 20.00 horas; nos estabelecimentos comerciais
só é permitida a presença de um reduzidíssimo número de pessoas; se permita ao
PCP a organização da sua Festa do Avante, com números que apontam para a
presença de 100.000 pessoas.
Vamos por hipótese imaginar que o
PCP irá respeitar os distanciamentos sociais recomendados pela DGS, e que cada
participante ocupe uma área de 1 m2, e se o número de pessoas se
mantiver, iria ser necessário a dispersão das actividades políticas, musicais,
culturais, de restauração, por um perímetro de 10 hectares. Alguém acredita
nesta possibilidade? Eu não.
Então porque razão o PCP,
beneficia de tal regime de excepção? Já a isenção de pagamento de IVA e de IMI
às organizações partidárias revolta muitos portugueses, porque razão então que
se criou esta regime de excepcionalidade para esta força política? Só encontro
uma explicação, o PCP tem António Costa preso pelos “tintins” por forma a viabilizar
mais esta legislatura e tudo o que para aí vem.
Em conclusão, a realização da
Festa do Avante é um privilégio inadmissível e inaceitável, face aos sacrifícios
a que temos sido votados pela Pandemia. Se a polícia impede uma festa de
estudantes numa praia, que argumentos existem para se permitir que 100.000 se
juntem informalmente, por mais nobres que sejam as razões subjacentes.
Sem comentários:
Enviar um comentário