O ministro João Galamba, está
para o PS, como aqueles cães minúsculos, que ladram por tudo e por nada, mesmo
contra a vontade dos donos. No entanto, consciente da sua dimensão ladram muito
e muito alto, mas não têm arcaboiço para se aventurarem em ir mais além!. Vem
isto a propósito dos seus comentários relativamente às opiniões expressas por
um catedrático, e com larga experiência em questões de Energia. A sua
intervenção dá-se no âmbito de uma entrevista a um órgão de comunicação e onde contrariou
as benesses da opção nacional pelo hidrogénio. Nunca foi insultuoso, embora
defendesse com veemência os seus pontos de vistas, bem com as suas
divergências, relativamente às questões relacionadas com o Hidrogénio. Como técnico
foi muito pragmático, objectivo e assertivo, na demonstração da sua posição e
nunca foi “politicamente correcto”, o que é algo que a mim me agrada. O seu
discurso nunca foi incorrecto ou vulgar, apesar de ter denunciado, sem rodeios,
aquilo que ele considera ser um investimento perigoso, mais pela sua dimensão,
do que pela sua oportunidade.
Quanto à intervenção de João
Galamba foi digna da conversa de taberna, que me perdoem os taberneiros. Revelou
um grande incómodo e nervosismo ao afirmar: “É um aldrabão e um mentiroso do pior. Não há outra forma de
descrever esse cavalheiro”. Só fala assim quem não está seguro
das suas opções, ou não dispõe de argumentos sólidos para as rebater. O PS
viu-se livre de outros dos seus correligionários, por muito menos – Manuel Pinho
e João Soares, são disso exemplo. João Galamba tem o mesmo direito em refutar
as opiniões de um especialista reconhecido, quanto este tem a defender as suas
convicções. João Galamba, em vez de refutar cada uma das afirmações do professor
Clemente Pedro Nunes.
Por alguma experiência acumulado
em Mecanização Agrícola, estou convencido que o hidrogénio vai ser o
combustível do futuro. Também penso, pela informação de que disponho, que esse
futuro é ainda muito longínquo. Há algumas experiências feitas por muitos
fabricantes de máquinas agrícolas a este respeito, mas nada de concreto se
vislumbra no curto e médio prazo.
Relativamente a este respeito, e
como cidadão eleitor, merece-me algumas considerações. A primeira prende-se com
o individuo em causa. Tem habitualmente uma atitude truculenta, arrogante e
desbocada, o que me desagrada em qualquer político. Se nos lembrarmos que é
vulgarmente aceite que João Galamba é considerado um delfim do engº Sócrates, que
ele nunca renegou. Se pensarmos nos montantes envolvidos neste projecto
gigantesco, deixa-me algumas dúvidas quanto á “apetência” de convidar uma série
de amigos para dividirem o bolo. Lembra-me o caso da exploração do Lítio e de
alguns outros?
Não disponho de informação
técnica que me permita corroborar da justeza dos argumentos do professor. Mas
como português, enoja-me que um representante da nação, se permita insultar
quem quer que seja, a seu belo prazer, mesmo que a razão lhe assista, que não
me parece ser o caso. Os políticos, ao assumirem os cargos que ocupam, devem
primar por estarem à altura dos cargos que ocupam. Têm que ter uma postura
convincente, correcta e educada. Se não conseguem, talvez o melhor lugar para
se pronunciarem, seja mesmo a taberna.
“À mulher de César não lhe
basta ser séria…”.

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