sábado, 8 de agosto de 2020

JOÃO GALAMBA – UM ELEFANTE NUMA LOJA DE CRISTAIS

 

O ministro João Galamba, está para o PS, como aqueles cães minúsculos, que ladram por tudo e por nada, mesmo contra a vontade dos donos. No entanto, consciente da sua dimensão ladram muito e muito alto, mas não têm arcaboiço para se aventurarem em ir mais além!. Vem isto a propósito dos seus comentários relativamente às opiniões expressas por um catedrático, e com larga experiência em questões de Energia. A sua intervenção dá-se no âmbito de uma entrevista a um órgão de comunicação e onde contrariou as benesses da opção nacional pelo hidrogénio. Nunca foi insultuoso, embora defendesse com veemência os seus pontos de vistas, bem com as suas divergências, relativamente às questões relacionadas com o Hidrogénio. Como técnico foi muito pragmático, objectivo e assertivo, na demonstração da sua posição e nunca foi “politicamente correcto”, o que é algo que a mim me agrada. O seu discurso nunca foi incorrecto ou vulgar, apesar de ter denunciado, sem rodeios, aquilo que ele considera ser um investimento perigoso, mais pela sua dimensão, do que pela sua oportunidade.

Quanto à intervenção de João Galamba foi digna da conversa de taberna, que me perdoem os taberneiros. Revelou um grande incómodo e nervosismo ao afirmar: “É um aldrabão e um mentiroso do pior. Não há outra forma de descrever esse cavalheiro”.  Só fala assim quem não está seguro das suas opções, ou não dispõe de argumentos sólidos para as rebater. O PS viu-se livre de outros dos seus correligionários, por muito menos – Manuel Pinho e João Soares, são disso exemplo. João Galamba tem o mesmo direito em refutar as opiniões de um especialista reconhecido, quanto este tem a defender as suas convicções. João Galamba, em vez de refutar cada uma das afirmações do professor Clemente Pedro Nunes.

Por alguma experiência acumulado em Mecanização Agrícola, estou convencido que o hidrogénio vai ser o combustível do futuro. Também penso, pela informação de que disponho, que esse futuro é ainda muito longínquo. Há algumas experiências feitas por muitos fabricantes de máquinas agrícolas a este respeito, mas nada de concreto se vislumbra no curto e médio prazo.

Relativamente a este respeito, e como cidadão eleitor, merece-me algumas considerações. A primeira prende-se com o individuo em causa. Tem habitualmente uma atitude truculenta, arrogante e desbocada, o que me desagrada em qualquer político. Se nos lembrarmos que é vulgarmente aceite que João Galamba é considerado um delfim do engº Sócrates, que ele nunca renegou. Se pensarmos nos montantes envolvidos neste projecto gigantesco, deixa-me algumas dúvidas quanto á “apetência” de convidar uma série de amigos para dividirem o bolo. Lembra-me o caso da exploração do Lítio e de alguns outros?

Não disponho de informação técnica que me permita corroborar da justeza dos argumentos do professor. Mas como português, enoja-me que um representante da nação, se permita insultar quem quer que seja, a seu belo prazer, mesmo que a razão lhe assista, que não me parece ser o caso. Os políticos, ao assumirem os cargos que ocupam, devem primar por estarem à altura dos cargos que ocupam. Têm que ter uma postura convincente, correcta e educada. Se não conseguem, talvez o melhor lugar para se pronunciarem, seja mesmo a taberna.

“À mulher de César não lhe basta ser séria…”.

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